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Feliz por nada - Martha Medeiros

      Todo mundo que gosta de ler, sabe que em datas comemorativas como Natal e aniversário será certo receber de amigos e parentes livros e não foi diferente no meu aniversário do ano passado. Entre os livros ganhados, recebi Feliz por nada da escritora Martha Medeiros. Nunca tinha lido nada dela, mas sabia alguns trechos de suas crônicas que circulam em redes sociais. Deixei ele na estante até o começo de Setembro que completaria um ano dele na minha empoeirada estante da sala.
    A Bienal estava na porta e dois amigos meus desse mundo literário iriam chegar no Rio e fui busca-lós e lembrei do livro, coloquei na bolsa e fui para a rodoviária.
Sentada num dia nublado na movimentada rodoviária do Rio comecei a ler as crônicas do livro e foi ali que veio um estalo: Eu conheci a Martha Medeiros.
     Não, não a vi entre as pessoas que passavam carregando suas malas ora chegando ora partindo, porém temos o costume de usar a figura de linguagem metonímia para se referir a obras dos outros e eu tomo a liberdade de usa-lá para repetir minha frase: Eu conheci Martha Medeiros!
    Me vi perdida entre as histórias do cotidiano contada por ela, entre os desencontros, descobri que o melhor lugar do mundo é um abraço, reconheci as vezes que ao ler, ouvir música eu senti Deus, me achei na descrição dos amores platônicos, repensei sobre o que é ser culta, se aquela relação vale mesmo e até se uma frase citada por uma desconhecida a ela estava certa.
     Conheci Martha Medeiros em meio ao caos de uma cidade barulhenta, mas  suas palavras foram silêncio aos meus ouvidos e fazia tempo que algo me silenciava. Eu ria e controlava para não assustar quem estava perto e me irritava quando alguém puxava assunto sobre as horas ou onde ficava o banheiro. E quando dei por mim tinha acabado.
     Na mesma semana eu soube que a própria estaria numa livraria autografado seu novo livro e não pude ir, mas eu já a tinha conhecido no seu livro e entrou para a lista daqueles que terei que reler.
E a pergunta que me fiz ao termina-ló foi: Porque demorei tanto para conhece-lá? Não contente eu a apresentei a uma amiga que ao ouvir eu lendo duas crônicas já declarou: Preciso desse livro.
     A história de como eu a conheci começou com uma amiga que desejou na sua dedicatória que eu fosse Feliz por nada e terminou eu apresentando a outra amiga. O que posso dizer para a Bianca que me presenteou a um ano atrás: Fui feliz por nada ao ler Martha Medeiros! Obrigada!




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