Páginas

Mostrando postagens com marcador Inglaterra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inglaterra. Mostrar todas as postagens

Diário de Bordo: Londres


Oi, gente! A fim de dar o pontapé inicial à seção do blog dedicada a viagens, decidi trazer um pequeno, ou nem tanto, relato de como foi a minha passagem por Londres, lar da família real mais pop do mundo! Mas não só de realeza é conhecida a cidade inglesa, não é mesmo? Além de ser incrivelmente charmosa, Londres me deixou ainda mais apaixonada graças aos seus cidadãos solícitos, divertidos e muito, mas muito educados.
  
Sendo a minha primeira viagem à Europa, fiquei tensa durante o meu voo de conexão para Londres, pois havia lido e ouvido de amigos a respeito da rigidez dos oficiais da imigração londrina. E além dessa minha “tensão pré-imigração”, a decolagem da minha conexão (Madrid-Londres) acabou atrasando em razão do atraso do meu primeiro voo (Rio-Madrid)! Ou seja, eu estava quase chorando de tanto medo. Entretanto, deu tudo certo! Quando cheguei ao imenso aeroporto de Heathrow, logo me encaminhei para a fila de imigração. Ao chegar ao balcão, fui atendida por uma moça que me fez perguntas bem simples e carimbou o meu passaporte. Porém, como a minha vida é cheia de emoções, descobri que a minha bagagem e a do meu namorado não haviam chegado de Madrid, local onde embarcamos no voo de conexão.  Resultado: ficamos praticamente o dia inteiro em Heathrow porque as nossas malas chegaram da Espanha apenas no final do dia, AÊ. Ao menos chegaram, não é mesmo?

Claro, não posso prosseguir com este relato sem dedicar uma salva de palmas ao meu namorado hehe. Afinal, ele teve que aguentar o meu desespero (destaque para o desespero) e também o meu rio de lágrimas ao receber a fatídica notícia de que as nossas malas ainda estavam em solo espanhol: Você é dez, amor

Pois bem, passado(s) o(s) susto(s) no aeroporto, pude dar início (finalmente) a minha inesquecível aventura pela terra da Rainha haha!



Quanto aos detalhes da minha estadia, aluguei um quarto utilizando a plataforma do Airbnb, um site de reservas incrível e organizado! Além disso, ele possui recursos bem interessantes, como o chat capaz de estabelecer o contato direto entre hóspede e anfitrião.  A minha experiência como viajante pelo Airbnb foi tão boa, que eu não poderia deixar de recomendá-lo a todos vocês. Se ainda não conhecem o site, cliquem aqui para conhecer essa maravilha do mundo das reservas!

Bem, fiquei hospedada na chamada Zona 3 de Londres, especificamente na região de Beckton, próxima às docas. Mesmo sendo um pouco distante do centro, a região é bem tranquila e de fácil acesso. Para chegar até a casa onde me hospedei, usei o DLR (Docklands Light Railway), uma espécie de trilho especial que cobre o lado leste da cidade de Londres.
   
Quanto ao clima, viajei durante o verão europeu e, para a minha surpresa, enfrentei um calorão em Londres!  Uma curiosidade é que os vagões do metrô não possuem sistema de refrigeração, então eu simplesmente me desmanchei em suor nos primeiros dias. #rjfeelings #ouquaseisso

Ainda sobre transporte, o metrô londrino foi uma mão na roda durante a minha viagem. Utilizando o meu Oyster Card (algo semelhante a um “bilhete único” aqui no Rio, porém mais inteligente), pude me locomover bastante através do metrô e, ao contrário do que muitas pessoas dizem, foi bem simples. O mapa do metrô de Londres pode parecer um bicho de sete cabeças quando observado pela primeira vez, mas com o tempo é possível notar como seu sistema é intuitivo e fácil de ser utilizado. Além disso, há sinalização suficiente nas próprias estações (e claro, “mind the gap between the train and the platform” se transformou em mantra pra mim).

Estação de metrô de Baker Street: Tão elegante quanto Sherlock Holmes   
A respeito do meu roteiro, decidi trazer apenas os pontos principais da viagem (a intenção era resumir, mas ficou grande do mesmo jeito). Durante os meus primeiros dias turistando, conheci alguns cartões postais da cidade, como a Tower of London e a incrível Tower Bridge. Próximo dali pude avistar a torre The Monument, uma homenagem ao incêndio de Londres ocorrido no século XVII. Também fiz uma visita rápida à igreja All Hallows By the Tower, a primeira e mais antiga da Inglaterra.


Tower Bridge  





Tower of London 
Aproveitando a deixa, gostaria de dar uma dica! Nessa região, ao lado da All Hallows By the Tower, há um restaurante muito bom chamado The Kitchen, com ótimos preços. Um café da manhã inglês completo no local, por exemplo, me custou apenas £6,50. Além desse preço convidativo, os atendentes foram bem simpáticos conosco! Eu super hiper recomendo ;)

Reservei o segundo dia da minha viagem aos estúdios do Harry Potter, no complexo de Leavesden. Na próxima semana, publicarei um post inteiramente dedicado a essa visita. Adianto a todos que foi uma experiência única, simplesmente perfeita! Por isso, fiquem ligados!

No meu terceiro dia, pude visitar o famoso museu de cera Madame Tussauds. O museu é enorme e dividido em diversas alas, reunindo figuras famosas do mundo do entretenimento e da história mundial. Quando fui ao Madame Tussauds, pude conferir a mostra de bonecos de cera do Star Wars e também o cinema 4D da Marvel.

Os Beatles disseminando amor pelo museu Madame Tussauds 

Neste mesmo dia, também fiz um passeio pelo lindíssimo Regent’s Park e conheci a Baker Street, a rua onde “habitou” um dos detetives mais famosos do mundo: Sherlock Holmes. Aos fãs dos livros do detetive, não percam a oportunidade de visitar o Sherlock Holmes Museum, que fica, obviamente, no número 221B da Baker Street hehe.

O jardim do Regent’s Park é uma verdadeira explosão de cores


Mais um pouquinho do Regent’s Park :)

Ao lado do museu do Sherlock, há também uma lojinha com produtos inspirados na história do detetive, tanto na literatura quanto nos filmes e seriados (gente, lá tem até livro com a biografia do Benedict Cumberbatch ♥). Achei a loja super legal, apesar dos preços dos produtos serem um tanto quanto salgados. Porém, se vocês garimparem um pouco por lá, poderão encontrar algumas lembranças com preços mais em conta.

Um dos produtos mais fofos (e mais caros, infelizmente) da lojinha do Sherlock Holmes 
No dia seguinte, fui me aventurar pelas feiras de rua de Camden Town e Notting Hill, e acabei me apaixonando pelas duas regiões. Em Camden Town, o lar da minha eterna musa Amy Winehouse (LINDA), há diversas feirinhas, mas o centro comercial mais conhecido é o Camden Lock Market. Tanto no Lock quanto nas demais feiras, há uma variedade imensa de produtos: roupas, souvenirs, quadros, joias, maquiagem... Enfim, se você gosta de pechinchar na hora de comprar, Camden Town é o seu lugar!  Lá também tem um mercado show de bola chamado Poundland, onde é possível encontrar inúmeros produtos a £1 e promoções absurdas. Eu, por exemplo, fui comprar um suco de garrafinha e sai com uma big garrafa d’água de graça. Poundland é só amor, gente!


No meio da tarde, fui para Notting Hill, região conhecida pelo Hugh Grant pela feira de antiguidades de Portobello Road. Nela, você pode encontrar desde máquinas fotográficas antigas até móveis coloniais, acreditem. Além disso, as casinhas coloridas e os músicos de rua de Portobello Road são um charme a parte.



No quinto dia, senti a emoção de ver de pertinho o Palácio de Westminster e seu famoso Big Ben, bem como a Abadia de Westminster, local onde o Príncipe Willian e a Princesa Kate Middleton se casaram. Após isso, dei uma volta na gigantesca London Eye e pude admirar Londres lá do alto. A sensação que tive ao observar a cidade inteira sob os meus pés é indescritível, valeu MUITO a pena.

A incrível e gigantesca London Eye



Claro, não poderia deixar passar próximo ao belíssimo e imponente Palácio de Buckingham, além de passear por dois dos parques reais: St. James’s Park e Green Park. O complexo de parques reais é I-MEN-SO! Eu andei, me perdi, andei e perdi de novo por lá haha. Conheci também o Hyde Park, mas deixei este para o meu último dia de viagem pela Europa. 




Ao final do dia, parti de ônibus para Liverpool, a cidade dos reis do iê iê iê: os Beatles! Obviamente, vou separar um post apenas para contar como foi o meu bate-e-volta por essa cidade encantadora. Por isso, nada de desgrudar do Entre Vírgulas, tá bem? Então tá bem :)

Nos meus últimos dias de Londres eu chorei, fui à National Gallery, dei uma relaxada na Trafalgar Square e uma conferida no centro comercial de Covent Garden. Pude caminhar também pela Leicester Square, região conhecida pelos seus inúmeros teatros. E gente, GENTE, o que é a loja M&M’s World entre a Leicester Square e a Piccadilly Circus? LOJA DOS M&M’S, MEU POVO. Que lugar incrível!


Depois dessas andanças, mais andanças! Para fechar o dia com chave de ouro, dei uma passeada pela Regent’s Street e também pela famosa Oxford Street, rua conhecida por suas diversas lojas de roupa, dentre elas as queridinhas e baratinhas Primark e H&M.

I’ve left my heart in London. É a frase que resume a minha viagem por esta cidade, que considero ser incrível em vários aspectos. Não há como ficar triste naquele lugar! E bem, se isso acontece, há sempre um músico talentoso em uma estação de metrô qualquer tocando algo como Stairway to Heaven. Não tem jeito, isso alegra o dia de qualquer um ♥ ♥

Espero que vocês tenham curtido este meu relato nada curto sobre Londres! Não deixem de conferir o Entre Vírgulas, pois ainda trarei o meu diário de bordo de Paris, a cidade do amour :3


Beijos e até a próxima! 

[Entrevista] Sávio Lopes


Olá, galera! Tudo bem?
Hoje vamos conhecer mais um pouco o escritor brasileiro Sávio Lopes, autor do livro Deixe a Inglaterra Tremer! Se você ainda não leu nossa resenha, clique aqui. 


Entre Vírgulas – Você morou na Inglaterra por um tempo e baseou-se em suas próprias experiências ao escrever Deixe a Inglaterra Tremer. Quais foram as três coisas que você mais amou durante a sua estadia em Londres? E as que não lhe agradaram?

Sávio Lopes – As três coisas que mais gostei: os amigos que fiz; as múltiplas culturas que convivem na cidade, tornando-a diversa; A beleza arquitetônica e histórica da cidade.
As três coisas que menos gostei: algumas pessoas que tive o desprazer de conhecer e a sensação de isolamento que a cidade às vezes parece nos dar.


EV – Qual foi a sua motivação em não citar o nome do narrador?

SL – O objetivo foi deixar aberto à interpretação se a história é ficcional ou autobiográfica, visto que ela é um pouco dos dois. Além disso, pelo fato da história envolver basicamente acontecimentos cotidianos (não ser uma literatura fantástica), gosto da ideia dos leitores imaginarem que aquele narrador poderia ser qualquer pessoa, inclusive ele próprio.


EV – Na construção do personagem principal, você utilizou a personalidade de pessoas diferentes ou ele se baseia integralmente na sua própria personalidade?

SL – Ele é baseado em outros personagens. Enquanto escrevia Deixe a Inglaterra Tremer eu estava estudando dois livros que inspiraram o protagonista/narrador: O apanhador no campo de centeio, de J.D. Salinger e Notas do subsolo, de Dostoiévski. Este arquétipo de personagem socialmente indiferente e que está sempre praguejando foi inspirado em Holden Caulfield e no homem do subterrâneo.


EV – Sabe-se que a música é bastante presente no seu livro. Qual foi o nível de contribuição dela durante a elaboração de Deixe a Inglaterra Tremer?

SL – Contribuiu muito! As músicas citadas no livro não foram usadas somente para criar uma trilha sonora para a história, mas elas também foram escutadas durante o processo de escrita. Por isso, muitas delas penetraram a história e o seu universo ficcional; de forma que nem tudo que está escrito ali foi vivido por mim, mas, muitas vezes, experimentado através dessas músicas.


EV – Ao longo do livro, acompanhamos o dia-a-dia de um jovem estudante brasileiro no exterior. Em sua opinião, qual a importância de ingressar em um programa de intercâmbio?

SL – Acho que viagens que possuem como intuito explorar determinada cultura são muito enriquecedoras. Não necessariamente um programa de intercâmbio, mas mochilões, passeios de longas durações e todas as formas de viagem que não se limitam a conhecer os locais turísticos “óbvios” e construídos para mostrar uma imagem pré-determinada do país ou região. Conhecer pessoas de culturas diferentes, trocar ideias, experimentar, tudo isso é muito engrandecedor.


EV – Uma das bases do Entre Vírgulas é destinada aos livros. Você acredita que os blogs literários sejam uma ferramenta importante na divulgação de autores e apresentação de novos títulos aos leitores?

SL –
Sim, são ferramentas muito importantes! É muito dificil para um autor iniciante conseguir espaço na mídia oficial, por isso é muito bom existirem pessoas que se predispõem a conhecer algo totalmente novo, que muitas vezes nunca foi indicado por ninguém. É, ao meu ver, uma atitude muito nobre essa dos blogs, pois demonstra que são pessoas que possuem interesses que vão além do que é sugerido pela grande mídia.


EV – Deixe uma mensagem aos nossos leitores!

SL – Agradeço aos leitores do Entre Vírgulas pela atenção e pelo interesse em conhecer Deixe a Inglaterra Tremer! Espero que gostem =)

Resenha - Deixe a Inglaterra Tremer, Sávio Lopes


Sinopse: Embalado pelo ritmo frenético das letras das canções de rock alternativo que antecipam cada passagem do livro, “Deixe a Inglaterra Tremer” é o retrato de como Londres se tornou um polo multicultural nos últimos anos. 

Nosso narrador constrói e desconstrói diversos estereótipos culturais ao longo dos quatro meses em que esteve lá. Demonstra o processo de adaptação do jovem amargo que era quando chegou à cidade, nos levando à experiência do amadurecimento pessoal que somente a vida numa cidade repleta de possibilidades pode proporcionar.

O contato com estrangeiros de todas as partes do mundo, o intercâmbio cultural – nem sempre amigável e bem-sucedido –, as amizades nascidas do sentimento em comum de se estar “sozinho no meio da multidão”, as reflexões acerca da própria vida diante de realidades tão diferentes à primeira vista. Tudo isso transforma o livro numa explosão quase tão multifacetada quanto a própria vida na antiga Londres do novo século.



“Quem está cansado de Londres, está cansado da vida; há em Londres tudo que a  vida pode proporcionar.” – Samuel Johnson.

A obra “Deixe a Inglaterra Tremer”, do escritor brasileiro Sávio Lopes, expõe as experiências vivenciadas por um jovem estudante de intercâmbio – cujo nome não é apresentado no livro – em uma das cidades mais conhecidas do mundo: Londres. Ao longo do livro, percebemos claramente o amadurecimento do estudante, que em seus primeiros passos na capital inglesa nos é apresentado como um rapaz assustado por encontrar-se longe de sua família e amigos. Os acontecimentos são narrados pelo próprio jovem, e o mesmo, estudante brasileiro de jornalismo, antes solitário, cria novos laços de amizade e descobre um mundo completamente novo durante a sua estadia de quatro meses na capital inglesa.

Em meio a um autêntico caleidoscópio cultural e às belezas ímpares de Londres, o jovem estudante torna-se cada vez mais independente.  Ao final do livro, nosso narrador, antes temeroso por estar sozinho e tão longe de casa, agora sente saudades de tudo e de todos na famosa “terra da Rainha”. Utilizando os versos de Back in Bahia, canção eternizada na voz do compositor Gilberto Gil, ele resume, por fim, todo o seu sentimento ao deixar sua nova ‘segunda casa’: 
  
“Hoje eu me sinto como se ter ido fosse necessário para voltar tanto mais vivo de vida mais vivida, dividida pra lá e pra cá”   

 “Deixe a Inglaterra Tremer” é um verdadeiro retrato da cidade de Londres, tão conhecida mundialmente pela sua belíssima história e pela sua riqueza cultural, seja no cinema, no comportamento, na arte ou na música. Aliás, música é o que não falta na obra de Sávio Lopes! Acompanhada de sua leitura leve – e da capa lindíssima –, no início de cada capítulo que compõe a obra encontramos trechos de canções – em minha opinião, maravilhosas! –, como da banda Florence + The Machine e da cantora Adele. Recomendo para todos aqueles que, assim como eu, se interessam em estudar no exterior e, é claro, são apaixonados pela terra do Príncipe William. 


Título: Deixe a Inglaterra Tremer
Editora: Novo Século
Autor: Sávio Lopes
Ano: 2013

 
Layout feito por Adália Sá | Não retire os créditos