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[Entrevista] A Very Harry Potter Musical - Part II


Olá, pessoal! Hoje venho com a segunda parte do nosso Especial - A Very Potter Musical, que ontem contou com a entrevista da direção e produção. Nesta segunda parte, traremos a entrevista que fizemos com o elenco.
Quando fomos nos encontrar com os atores, estávamos todos tímidos, mas assim que ligamos o gravador, todos se soltaram e foi um bate- papo divertido e longo! Confira agora algumas das perguntas que fizemos aos integrantes do elenco:



A VERY POTTER MUSICAL
Entrevista – Elenco

1)    Como foi o processo de elaboração do musical? Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas?


 Ingrid Klug (Hermione Granger): Eu acho que uma das maiores dificuldades para mim foi juntar o canto e a dança. É complicado quando se junta as duas coisas. No inicio, dá um clique na cabeça da gente, mas depois você se acostuma. Um musical exige muita disciplina, muita concentração. É um tipo de Teatro muito difícil de fazer, é minha primeira peça longa com dois atos, é uma peça bem grande. Logo, o segundo maior desafio é manter a energia durante um bom tempo. Você tem que manter o pique por um bom tempo, sem contar que é uma comédia! Exige muita atividade e energia; então, acho que foram esses os meus maiores desafios.

Lucas Rocha (Alvo Dumbledore): Sempre estivemos bem envolvidos no projeto, ajudando a produção. Afinal, somos um projeto universitário e precisamos nos ajudar em tudo o tempo todo. Quanto às dificuldades pessoais, acho que tanto o canto quanto a atuação foram uma surpresa pra mim. Eu nunca fiz um curso de teatro completo e aprendi tudo muito rápido com tanta gente talentosa ao meu redor (diretores e elenco). Toda a experiência que nos mostrou as dificuldades também cuidou de diminuí-las. O cuidado que tiveram conosco durante toda a construção de personagem, técnicas de canto, etc,foi muito especial.

Rayza Noia (Lilá Brown e Bellatrix Lestrange) : Uma dificuldade pra mim também é a responsabilidade com os fãs de Harry Potter, porque é uma legião de fãs. É uma coisa assim, que eu só fui ter noção quando começamos a divulgar o musical. Porque acabaram os livros, os filmes e eu tive a impressão que passou; mas não passou, e ele fez parte de uma geração inteira. Então, é muita responsabilidade, e fã é um ser muito exigente que praticamente caça defeito.

Foto tirada no ensaio do musical -  Em cena Rony, Harry e Hermione ( Jeff, Gabriel e Ingrid)

2) Como foi a escolha dos atores para cada personagem?

Lívia Bravo (Draco Malfoy): Tínhamos uma ficha e tínhamos que preencher com os personagens que queríamos fazer. Então, eu coloquei o Draco e consegui! Acho que com quase todos foi assim.

Rafael Chapouto – Quirinus Quirrel: O meu foi um pouco diferente, porque eu fui chamado quase depois de todo o elenco ser selecionado. Então, quando eu recebi o e-mail, eu pensei que fosse sei lá, árvore, algum papel assim, um tapa buraco. Quando o Julio falou que eu faria teste para o Quirrel, bateu um nervosismo enorme. Porque ele é um personagem que tem que lidar com a comédia e uma energia lá em cima. Aí, fui fazer o teste e passei mal um dia antes de labirintite, cheguei aqui super nervoso e acabei passando.

Gabriel Contente (Harry Potter) : Eu não botei o Harry na lista dos personagens que eu queria a fazer, botei vários, menos  Harry. Eu botei o Snape primeiro, e quando eu recebi o papel para fazer o Harry, eu nem sabia se era uma fala de Harry para qualquer personagem ou se eu que iria fazer. E depois que eu vi que iria fazer o Harry fiquei super empolgado.

Gabriel Contente e Jeff Fernandéz ( Harry e seu inseparável amigo Rony )

3)    Harry Potter reuniu – e ainda reúne – uma legião de fãs com os seus livros e filmes ao longo dos anos. Qual o sentimento em adaptar para os palcos uma das sagas de maior sucesso do cinema/literatura?

Jeff Fernandéz (Rony Weasley): Esta vendo o sorriso no rosto de todos? É eu acordar hoje e ainda não acreditar que estou realizando um sonho de criança de está no mundo de Harry Potter, de está fazendo um musical, que vou está num teatro, num palco. É uma realização muito grande junta. Eu acordo e falo: Cara, estou fazendo isso, sabe? E a galera está querendo assistir.

Lucas Rocha (Alvo Dumbledore): É totalmente irado! Eu sou muito fã dos livros, filmes, e musical original e sempre ficava sonhando em participar da peça (assim como dos filmes). Então quando eu soube que teriam audições para uma versão brasileira, fiquei louco! Tive que fazer! É um sonho realizado pra mim, sem exagero. Não tenho palavras para dizer o quão feliz e grato sou por participar de algo tão especial e que fez parte de nossa infância e adolescência.

Maíra Garrido ( Preparadora Vocal): Não é nem um pouco simples. Eu, como fã e como eu estou de fora, eu assisto os ensaios. O que eu espero quando eu vejo os atores em cena é ver o personagem como é descrito no livro. Só que eu quero ver o ator sacaneado esse personagem em cena. Então, não é fácil, ainda mais na minha parte de canto.  É tentar imaginar como seria a voz do Draco fazendo um solo. Tudo é muito interligado, tem que ser tudo muito bem pensado para não ofender ninguém. Esse é um musical que agrada muito aos fãs dos livros.

Rayza Noia (Lilá Brown e Bellatrix Lestrange): E a sátira, eu vejo ela como uma forma de homenagear a obra original, só que ela não sendo levada a sério pode virar uma grande piada de mal gosto; então, a gente leva a sério a raça, a gente faz graça a sério.


Elenco em cena
4)    Se vocês tivessem a oportunidade de escolher entre uma capa de invisibilidade, um vira-tempo, a bolsa da Hermione e uma Firebolt, quais desses objetos vocês escolheriam? Por quê?

Lucas Rocha (Alvo Dumbledore):Acho que o melhor para mim seria um vira-tempo. Sorteios da loteria nunca mais seriam os mesmos.

Lívia Bravo (Draco Malfoy):Ah gente, eu quero a bolsa da Hermione,nós temos que  carregar milhões de coisas pro ensaio todos os dias e fazemos uma mala para caber tudo, então a bolsa da Hermione seria ideal.
Em unanimidade preferiram a bolsa e um firebolt para chegarem rápido aos ensaios( risos)


5) E quanto aos trabalhos futuros? Teremos mais apresentações?

Juliana Souza ( Produção): Queremos sim mais apresentações, mas no momento estamos priorizando as apresentações na Unirio, por diversos fatores. Tivemos problemas aqui e é muito importante que essas apresentações sejam muito bem feitas para eles saberem que não precisava rolar os conflitos internos com a instituição. Mas de outras apresentações, existem possibilidades, não tem nada fechado e não estou fazendo mistério, mas todo mundo aqui quer, está animado. Mas temos que ter a noção que somos um projeto acadêmico, não podemos obrar ingresso, precisa de um teatro e tal, mas sabemos que só seis apresentações para a quantidade de fãs é muito pouco.





Quero agradecer a Juliana Souza, produtora, que foi a primeira pessoa que eu entrei em contato e já ali vi que seríamos bem recebidas. Também a equipe de direção: Júlio Angelo, Dandara Costa e a Maíra Garrido pela atenção e por permitirem que tomássemos o tempo precioso de vocês, agora que está tão perto do musical estrear, e pelo bate papo que tivemos durante a entrevista. E claro, aos integrantes do elenco, que foram incríveis, receberam tão bem duas estranhas tanto na entrevista como no ensaio. Me diverti muito durante a entrevista e assistindo vocês, Muito sucesso a todos vocês, são de um talento incrível e o número super representativo de pessoas querendo assistir vocês é a prova disso!
Espero que tenham gostado! Aproveitamos para deixar o vídeo do elenco convidando a galera do Rio para o musical:








* Entrevista gravada e transcrita por Camilla Pereira e Isadora Ribeiro. Proibida a cópia total ou parcial da mesma sem autorização das autoras. 


[Entrevista] A Very Potter Musical - Part I

Olá, pessoal! Há umas semanas atrás eu descobri que aqui no Rio irá acontecer um musical sobre Harry Potter, e, como uma boa fã que sou, marquei presença no evento do Facebook. Mas o projeto deles me chamou tanto a atenção, que entrei em contato com eles na cara de na coragem. Assim, eu e Camilla pudemos conhecer a produção, a direção e o elenco do musical, e conseguimos uma entrevista exclusiva para o nosso blog! 
O papo foi tão bom que de uma entrevista decidimos fazer o Especial - A Very Potter Musical, que trará hoje essa entrevista com a produção e direção, e amanhã com o elenco! Confira agora o que eles contaram sobre o musical!

A VERY POTTER MUSICAL
Entrevista – Produção e Direção:
Entrevistados:
Direção e Adaptação: Julio Angelo
Ass. Direção: Dandara Costa
Produção: Juliana Souza




1)    Como surgiu a ideia de um musical sobre Harry Potter?

Julio Angelo ( Diretor): O musical original foi feito em 2009, A Very Potter Musical, pela companhia Star Kiss. A Star Kiss era formada por estudantes da Faculdade de Michigan que decidiram fazer uma peça sobre Harry Potter. A primeira ideia que eles tiveram foi de compor uma música dizendo que o Draco era apaixonado pela Hermione. Então, a primeira música que surgiu mesmo foi a Granger Danger. Nisso eles tiveram a ideia de fazer todo o musical. A ideia de trazer pra cá, fazer uma versão no Brasil, surgiu porque existem tantas possibilidades de teatralidade, e, sendo uma paródia, temos uma liberdade muito grande de criação. Há uma sátira e um humor muito específico e muito interessante de se fazer dentro de uma faculdade, que é o lugar onde você pode experimentar, e isso foi o que mais me interessou quando eu assisti o espetáculo de 2010. Aí guardei tudo na caixinha e fiquei pensando, depositando esses pensamentos para o futuro. Então eu me perguntei, "o que eu posso fazer"? E é sobre coisas que eu gosto muito: Harry Potter, teatro, musical. Além disso, era uma coisa que eu via muito nesse lugar exatamente da experimentação, sem falar que me despertou muito o interesse por ser um projeto acadêmico desde o princípio. Desde o princípio foi feito numa faculdade, foi o que mais me fez ter essa decisão de fazer o musical aqui dentro (UNIRIO).

2)    Como foi o processo de elaboração do musical? Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas?

Julio Angelo ( Diretor): Maiores dificuldades? Tudo! (risos) Porque é muito difícil, muito difícil. O teatro musical abrange vários seguimentos: a cena, o canto, a dança. E tudo já começa na seleção dos atores. Por ser um projeto acadêmico, nós queríamos atores de faculdades federais, era uma coisa que a gente pensou desde o início, de o elenco ser composto por estudantes. E o meu orientador, o Rubinho, me deu essa força na questão de “vamos seguir com estudantes”. É importante lembrar também que os atores precisavam dessa noção de que existe o canto, a dança, a interpretação, e de que tudo é ligado.  Eles já têm essa dificuldade, de como assimilar tantas coisas. Uma outra dificuldade é a grana. Por ser um projeto acadêmico a gente não tem dinheiro nenhum. Não tínhamos dinheiro nenhum, nós fomos conquistando, achando possibilidades, correndo atrás de tudo. A questão da grana acho que está acima até da questão dos atores. Repito, era um projeto acadêmico, a gente sabe o nosso lugar, não queremos sair desse lugar que é a raiz desse projeto. Não queríamos subir muito e perder a cabeça na pretensão, em querer coisas muito caras. E não teríamos possibilidade disso.

Dandara Costa (Ass. direção): Esse era um projeto para ser feito numa sala da teatro, não num teatro e nem num auditório, a ideia era em uma sala. Então a questão do dinheiro não era algo que mexia muito com a gente porque não precisaria de equipamento de som, microfones, o cenário seria bem reduzido. Então, depois que a gente teve que tirar o nome da Unirio, nós tivemos que nos adequar ao espaço que tínhamos, que era o Vera Janacopulos. E lá exige muito mais de equipamentos sonoros, microfonia e tudo mais. Então esse foi um estresse.

Julio Angelo ( Diretor): Esse lugar que ela (Dandara Costa) citou como dificuldade, a grana e também a questão do teatro musical. O teatro musical enfrenta muito preconceito aqui dentro da faculdade. Dentro das faculdades em geral. Muito preconceito por acharem que essa é uma arte menor. Muitas das vezes, essas grandes produções que existem no mercado têm apenas dois meses de ensaio. Dois meses de ensaio pra fazer tudo isso. Ou seja, alguma coisa vai pecar. A interpretação é sempre deixada de lado. Se você tem um rosto bonito e canta bem, você já é perfeito para o papel. Ou seja, perde um pouco da credibilidade. E as pessoas entram no senso comum de que é uma coisa ruim, e não é. É muito mais difícil do que imaginam. Muito. E o que aconteceu aqui dentro da faculdade, uma das questões da gente ter sido coagido a tirar o nome da Unirio desse projeto foi esse lugar, de preconceito. Acho que essas são as coisas mais difíceis.

Juliana Souza ( Produção): Nossos apoiadores são completamente loucos! (risos) Mas assim, são pessoas que são apoiadoras, e eu acho importante dizer isso, que a gente não acreditava que iria conseguir apoio de certos lugares. E eles nos acompanharam. Pessoas que estão nos ajudando na confecção do nosso figurino sem darmos um tostão, nós estamos apenas divulgando o trabalho dessas pessoas. As pessoas estão dando coisas caras pra gente. E a contrapartida é minúscula. Por isso é muito incrível que tudo isso esteja acontecendo. Porque nós sabemos que nós nos estressamos, que não dormimos de noite, e quando por exemplo, vocês aparecem querendo conversar conosco desperta em nós o sentimento que estamos fazendo alguma coisa certa. Que está dando resultado. 3000 pessoas confirmaram presença no nosso evento, não sabemos se todas essas pessoas irão caber no teatro. A responsabilidade é alta.

Julio Angelo ( Diretor): A gente está nesse lugar de respeito, pois estamos mexendo com com algo muito delicado que é o mundo de Harry Potter. Fez parte de uma geração inteira. Por isso, temos que respeitar o que a gente faz, temos que respeitar as pessoas que curtem as nossas publicações na página, que confirmaram presença no evento, temos que respeitar todas essas pessoas. Porque esse é o nosso papel como artistas.

Dandara Costa ( Ass.direção): E voltando a essa questão delicada, muitas pessoas são fãs de Harry Potter e de musicais. Então, se você pega os fãs de Harry Potter e os fãs de musicais, a coisa explode (risos).

3)    Qual é a rotina dos ensaios, e como é o entrosamento do elenco?

Julio Angelo (Diretor): Só não ensaiamos às terças-feiras, praticamente. No início do projeto, tínhamos poucos ensaios. Depois que a gente foi vendo que o lugar era um pouco mais acima, a gente foi se adequando, se adaptando. E essa adaptação está sendo até o momento. Porque agora que entramos nessa reta final, exige muito mais concentração, responsabilidade, horário, tudo. Então, os atores estão se adaptando ainda. Nós estamos nos adaptando também. Eles não ensaiam às terças, mas nós trabalhamos todos os dias. Quanto ao entrosamento, foi incrível! Desde as audições. O Jeff (Rony) e o Contente (Harry) se amaram de paixão. Eles disseram um para o outro, você vai ser o Harry e você o Rony, parece que eles já sabiam pela áurea que isso iria acontecer. Acho um entrosamento muito bacana, somos uma família Potter.

Dandara Costa (Ass. direção): Um dos nossos atores quebrou o pé há pouco tempo, ele estava muito desesperado e nós falamos para ele conversar com os parceiros de cena dele. Então, um dos garotos do elenco chegou a buscá-lo em casa, que era num local extremante diferente da rota dele. Fez tudo para que as coisas funcionassem, porque um precisa do outro e todo mundo precisa de todo mundo. Eles são bem família assim. Por muitos deles morarem longe, muitos dormem da casa um do outro.

Julio Angelo (Diretor): Por conta dos horários dos ensaios também, que tiveram que ser estendidos. Por isso, muitos deles acabam perdendo a condução e precisam ficar na casa de alguém. E não tem problema nenhum nisso, é muito legal. Essa é uma das coisas que dá mais valor ao que a gente faz.

Juliana Souza ( Produção): O que eu acho legal também, é que eles já tinham um contato com os atores e eu entrei depois. E até nos momentos em que precisamos sentar com eles para passarmos questões de produção, são sempre momentos muito intensos, porque eles se envolvem com aquilo que está sendo dito. Eles perguntam, eles querem saber, querem dar sugestões. Se eles têm alguma ideia eles já vêm falar com a gente. Eles estão muito envolvidos enquanto amigos, enquanto atores e enquanto produção. Eles são muito interessados e isso estimula a gente.

Julio Angelo ( Diretor): Se não fosse estudante, eu não sei se teria isso. Tem muito ego nesse mercado, e eles não estão nesse lugar. Aqui nos corredores da faculdade, pra fazer teatro eles precisam disso. Isso que eu acho mais interessante.

Dandara Costa (Ass.direção): E essa rotina de muitos ensaios, pesada, deixa qualquer um exausto. Nós falamos para eles que eles devem chegar na segunda-feira com todo o pique e eles chegam, sabe? Isso é muito incrível.

4)    O musical é baseado em um dos livros da saga? (Se sim, qual seria?)

Julio Angelo (Diretor): É sobre tudo, é uma miscelânea. É uma paródia da saga inteira, e isso é o mais interessante porque os criadores originais zombaram de tudo. Não tem perdão, é tudo sacanagem. Mas tudo no lugar de não diminuir, mas de elevar para outro lugar. Isso que eu acho mais legal.  Nós falamos da saga, mas é uma história que abrange outros assuntos, isso é muito legal.

Dandara Costa(Ass. direção): E as pessoas vão ver no espetáculo o que nós vimos em 7-8 anos. A mudança dos personagens eles verão em 2 horas e meia (risos).

5)    O que o público – principalmente o público fã! – pode esperar do musical?

Julio Angelo (Diretor): Essa é uma pergunta capciosa (risos). Já que essa é uma versão brasileira, acho que esse é um lugar muito de abrasileirar, sabe? Nós trouxemos o espetáculo pra cá, é a nossa versão brasileira mesmo. A identificação vai ocorrer de fato, porque vai englobar muitas coisas. Vai tratar da questão de Harry Potter, eles puderam identificar o que está ocorrendo agora no Brasil, no que está acontecendo na casa dele. O publico vai parar e pensar “nossa, mas isso está acontecendo agora!”, vai ter muito isso. A história vai estar trazendo algo atual. Além de ser uma tremenda comédia, tem críticas super bacanas.

Juliana Souza (Produção): Toca em assuntos muito delicados, como bullying, homossexualidade, essas coisas. Toca nessas coisas.

Dandara Costa (Ass.direção): Eu acho que o que eles não vão esperar são reviravoltas com personagens que eles jamais iriam imaginar que iriam se encontrar. Então, eu quero que eles cheguem com muita expectativa. Porque isso vai acontecer (risos).

Julio Angelo ( Diretor): Essa é uma adaptação da versão original, só que é outra coisa, é outro espetáculo. Eles não vão ver a mesma coisa. A essência está lá, mas humildemente falando, ela está em outro lugar (risos). A gente trouxe arranjos novos, estamos com uma banda ao vivo que é top de linha, com sete instrumentos. As atuações são incríveis. A nossa versão é brasileira e os fãs brasileiros vão ficar loucos.

6)    Harry Potter reuniu – e ainda reúne – uma legião de fãs com os seus livros e filmes ao longo dos anos. Qual o sentimento em adaptar para os palcos uma das sagas de maior sucesso do cinema/literatura?

Julio Angelo ( Diretor): Outra pergunta capciosa (risos). É um universo que dá tantas possibilidades, que gera tantas discussões, é tão vivo. Como eu falei, nós trazemos um espetáculo que é atual. O último filme da saga foi lançado em 2011 e está vivo! Não para. Quem é fã de Harry Potter não para. Faz histórias inspiradas na saga, quadrinhos, se veste, faz tatuagem, compra todos os produtos, não para e eu acho que é muito atual. E essa responsabilidade e de deixar essa coisa ainda mais viva. O espetáculo original foi lançado nos EUA, está disponibilizado online para as pessoas assistirem, mas aqui o público brasileiro nunca viu isso acontecer ao vivo. Isso está acontecendo e não vai parar de acontecer, nós temos a responsabilidade de manter esse espírito vivo. Temos de a responsabilidade de fazer isso com muito amor.

O elenco e a direção do " A Very Harry Potter Musical" conversaram conosco, e vocês puderam ler na entrevista a dificuldade com o dinheiro para o musical se manter.Deixo aqui então, o pedido deles.
Não deixem de participar da Vakinha! =D


Nosso projeto ganhou proporções que almejávamos somente em nossos sonhos, mas a realidade está ai pra comprovar que chegamos aonde estamos com o nosso mérito.
Não temos nenhum tipo de patrocínio, pois nos firmamos dentro da Lei como um projeto acadêmico. E por sermos um projeto acadêmico é que precisamos muito da AJUDA de cada um de vocês para continuarmos trilhando nosso caminho
Com a ajuda de vocês o “A Very Potter Musical – Exercício em Cena” poderá alcançar mais objetivos e metas, tendo a possibilidade até de futuras novas temporadas, o que será ideal para que todos vocês se divirtam e apreciem nosso trabalho.

Ajude a nossa Vakinha a chegar em Pigfarts! Emoticon smile

LINK VAKINHA : https://www.vakinha.com.br/vaquinha/a-very-potter-musical-exercicio-em-cena



Essa a primeira parte do nosso Especial, espero que tenham gostado e aguardo vocês amanhã para a entrevista divertida do elenco e fotos do ensaio!
Até!


* Entrevista gravada e transcrita por Camilla Pereira e Isadora Ribeiro. Proibida a cópia total ou parcial da mesma sem autorização das autoras. 

Dia das Bruxas... e dos filmes!

É Halloween, galeraaa!
Em homenagem a data de hoje, fiz questão de trazer uma listinha de filmes que fará com que vocês fiquem bem no clima aterrorizante do Dia das Bruxas. Segurem-se e LET THE GAME BEGIN!


1- Terror em Silent Hill (2006)




Baseado no game Silent Hill, desenvolvido pela Konami, o longa-metragem Terror em Silent Hill tem como motor o terror psicológico. No filme, só o fato de você olhar para os "seres grotescos", como o sinistro Pyramid Head, já provoca arrepios! 

Aproveitando a oportunidade para falar um pouquinho do game, a edição Silent Hill: Shattered Memories, por exemplo, traz uma mensagem logo na tela inicial alertando os aventureiros de plantão de que o jogo tem a capacidade de "criar o seu pesadelo pessoal". É. Loucura. 

Sinopse: 
Rose da Silva (Radha Mitchell) é uma mulher atormentada, já que sua filha Sharon (Jodelle Fernand) está morrendo de uma doença fatal. Contrariando o seu marido, Rose decide levá-la a uma cidade que sempre menciona em seus sonhos quando está sonâmbula. No caminho para encontrá-la Rose atravessa um portal, que a leva à cidade deserta de Silent Hill. Lá Sharon desaparece, o que faz com que Rose procure a menina por todos os lugares. É quando Rose descobre que a aparente cidade deserta é na verdade habitada por criaturas demoníacas, que surgem de praticamente todos os lugares em que toca. (Fonte: Filmow)


2 - O Silêncio dos Inocentes (1991)




Antes de estrear nas telonas, o Dr. Hannibal Lecter já marcava presença nas páginas dos livros. Criado por Thomas Harris, a história do famoso psiquiatra foi dividida em uma brilhante trilogia: Dragão Vermelho (1981), O Silêncio dos Inocentes (1988) e Hannibal (1999). O autor ainda lançou Hannibal, A Origem do Mal (2006), uma edição destinada a trajetória de Hannibal antes de se tornar "the cannibal". Entretanto, é com a adaptação cinematográfica de O Silêncio dos Inocentes que Dr. Lecter, vivido pelo genial Anthony Hopkins,  passa a ser amplamente conhecido (e também temido). 

Sinopse: 
Clarice Starling (Jodie Foster), agente novata do FBI, procura por um assassino que ataca mulheres jovens e depois retira suas peles. Para construir o perfil psicológico deste psicopata, recorre à ajuda de um assassino preso que agia de forma semelhante. É o dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins), um psiquiatra canibal. Lecter, de fato, pode ajudar na investigação, mas quer em troca um local mais confortável para ficar preso. E quer também se aproximar da durona Clarice, para que ela fale de seus traumas e revele seu lado vulnerável. (Fonte: Filmow)


3 - O Iluminado (1980)



Baseado no romance homônimo de Stephen King, o filme apresenta uma série de diferenças em relação a história original. De fato, essa situação fez com que o próprio Stephen King tecesse críticas à obra do diretor Stanley Kubrick. Dentre as diferenças notadas, podemos citar o "foco" do romance e do longa-metragem: no caso d'O Iluminado de King, a história problemática da família Torrence é focalizada; em contrapartida, na obra de Kubrick, o sinistro Hotel Overlook é que recebe o maior destaque. Bem, polêmicas à parte, considero tanto o romance quanto o filme obras-primas do gênero de terror.

Sinopse: 
Durante o inverno, um homem é contratado para ficar como vigia em um hotel no Colorado, e vai para lá com a mulher e seu filho. Porém, o contínuo isolamento começa a lhe causar problemas mentais sérios e ele vai se tornando cada vez mais agressivo e perigoso, ao mesmo tempo que seu filho passa a ter visões de acontecimentos ocorridos no passado, que também foram causados pelo isolamento excessivo. (Fonte: Filmow)


4 - Jogos Mortais (2004)


Haja folego para acompanhar essa série de sete filmes ô loko que se completam de maneira inteligente e apresentam um desfecho surpreendente. E de fato, assim como o título original (Saw) sugere, Jogos Mortais se configura, do primeiro ao sétimo filme, como um perfeito jogo de quebra-cabeças. E, para a ocasião, sugiro o primeiro filme da série (que está completando 10 anos!).

Sinopse:
Jigsaw é um assassino que possui uma marca registrada: ele deixa em suas vítimas uma cicatriz em forma de quebra-cabeças, que faz com que elas cometam atos agonizantes para se salvar. O detetive David Tapp (Danny Glover) é designado para investigar os assassinatos, bem como a capturar seu autor. Porém o caminho evasivo seguido por Jigsaw leva o detetive a desenvolver uma obsessão por capturá-lo. (Fonte: Filmow)


5 - O Exorcista (1973)


Lançado em 1973, O Exorcista não ficou menos perturbador com o passar dos anos. Baseado no exorcismo de um rapaz que supostamente teria sido vítima de possessão, o filme é considerado um clássico do  gênero terror. Dentre as suas inúmeras "curiosidades", há relatos de eventos inexplicáveis ocorridos ainda durante a sua gravação, como a morte de alguns integrantes do elenco e um misterioso incêndio que destruiu parte do set de filmagem.

Sinopse:
Em Georgetown, Washington, uma atriz vai gradativamente tomando consciência que a sua filha de doze anos está tendo um comportamento completamente assustador. Deste modo, ela pede ajuda a um padre, que é também um psiquiatra, e este chega a conclusão de que a garota está possuída por um demônio. Ele solicita então a ajuda de um segundo sacerdote, especialista em exorcismo, para tentar livrar a menina deste terrível possessão. (Fonte: Filmow)

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[Especial] Lolita

Olá, galera :) 
Hoje teremos aqui no blog um novo especial: Lolita! Falarei um pouco do romance e também da sua presença em outras vertentes artísticas.

  
Sinopse do romance:
Irreverente e refinado, este é um dos romances mais célebres de todos os tempos. É também uma aventura intelectual que não deixa ninguém indiferente, um relato apaixonado de uma sensualidade alucinada, uma autópsia implacável do modo de vida americano. De um lado, um homem de meia-idade, obsessivo e cínico. De outro, uma garota de doze anos, perversamente ingênua. A química se faz e dá origem a uma obra-prima da literatura do nosso século. 'Lolita' é chocante, desafia tabus, escandaliza. O livro foi incorporado ao imaginário coletivo da modernidade, e até o nome da personagem tornou-se um substantivo corrente, provas do alcance e da genialidade do autor. (Fonte: Skoob)



Eu te amei, era um monstruoso pentápode, mas como te amava. Era desprezível, brutal, torpe – tudo isso e muito mais, mais je t´aimais, je t´aimais!



O polêmico romance do escritor russo Vladmir Nabokov, lançado em 1955, traz a história do professor Humbert Humbert e a sua paixão por Dolores (ou Lolita), uma menina de 12 anos. Nos cinemas, a primeira versão de Lolita foi lançada em 1962, pelo diretor Stanley Kubrick. Anos depois, em 1997, o diretor Adrien Lyne trouxe às telas sua segunda adaptação.

Sue Lyon, como Lolita, na adaptação de 1962
Dominique Swan (Lolita) e Jeremy Irons (Humbert Humbert) em cena da adaptação de 1997


Além disso, há muitos filmes que reciclam o plot de Lolita, como por exemplo, o longa Beleza Americana, em que um pai de família se apaixona pela adolescente Angela, uma das amigas de sua filha.


Cena do filme Beleza Americana


No Brasil, a minissérie Presença de Anita, escrita por Manoel Carlos, traz algumas referências da pequena Lolita de Nabokov: Aqui, a jovem Anita é a musa de um homem de meia idade. Entretanto, as semelhanças param por aí. Além de ser baseada na obra homônima de Mario Donato, segundo o próprio Manoel Carlos, 


Anita tem algo diferente: ela teve uma infância perdida. Foi vítima precoce da própria família que a empurrou para os braços de um velho pintor que a protegeu em troca de sexo, quando ela tinha apenas 12 anos. Anita é uma grande vítima das circunstâncias. Um outro aspecto que a diferencia de Lolita é a experiência que carrega. A experiência de uma mulher, não de uma adolescente. (2001, Folha Online)




A ilustração acima, feita por Lyuba Haleva, foi a grande 
vencedora do The Lolita Cover Contest, concurso que buscou promover um “redesign” para a capa do romance. Ainda sobre ilustração, a partir desse link é possível dar uma olhada em outras capas de Lolita, partindo da primeira edição do romance. São trabalhos incríveis, vale a pena conferir!

O termo Lolita também aparece no mundo da moda. O Lolita Fashion nasceu nas ruas do Japão (lá, o estilo é chamado Kawaii) nos anos de 1980 e se tornou tendência em diversos países.

O estilo japonês Lolita Fashion 

Além do universo da moda, o termo criado pelo protagonista Humbert Humbert é bastante presente na música. A cantora Lana Del Rey, por exemplo, utiliza muitas referências do romance em suas composições. Além da canção de nome Lolita, o álbum Born to Die faz muitas alusões à obra. Para exemplificar, cito as faixas Carmen (vídeo abaixo) e Off to the Races, sendo que esta última possui até mesmo trechos do livro.



That's all, folks! Espero que tenham gostado do especial! Beijos, até a próxima 

[Especial] Filmes "em mosaico"

E aí, galera?

Decidi trazer para vocês uma listinha com 5 filmes bem diferentes e, na minha opinião, super interessantes. O diferencial dos mesmos é a forma pela qual são estruturados: de trás pra frente, fragmentados, com partes misturadas... Enfim, são filmes que fogem completamente daquele ideal “começo, meio e fim”! Vamos conferir? ;)


1) Cães de Aluguel (1992)




Primeiro longa-metragem de Quentin Tarantino como diretor, Cães de Aluguel narra, de forma fragmentada, o planejamento e execução de um roubo de diamantes por parte do experiente Joe Cabot (Lawrence Tierney) e sua quadrilha. Entretanto, uma falha é cometida durante o assalto, fazendo com que a polícia passe a perseguir os criminosos envolvidos.






2) Pulp Fiction (1994)




Também sob a direção de Quentin Tarantino, Pulp Fiction nos apresenta três histórias diferentes – mas que se entrelaçam eventualmente –, cujos acontecimentos são divididos em sete capítulos narrados fora da ordem.  Na primeira história, conhecemos Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) e Vincent Vega (John Travolta), dois assassinos que trabalham para o mafioso Marcellus Wallace (Ving Rhames). Já na segunda, acompanhamos Vincent e a esposa de Marcellus, Mia Wallace (Uma Thurman). Por fim, a terceira história conta com a presença de Butch Coolidge (Bruce Willis), um pugilista que, por não ter respeitado o acordo proposto por Marcellus de sair perdedor em uma luta, passa a fugir do mafioso. 








 3) Amnésia (2000)





Acompanhamos em Amnésia a história de Leonard Shelby (Guy Pearce), um “investigador de clientes” que, após ter sido vítima de um assalto, passa a sofrer um tipo de amnésia capaz de não permitir que ele se lembre de fatos recentes – ocorridos há 15 minutos. A trama – dirigida por Christopher Nolan - se desenvolve de trás para frente e, assim como Leonard, precisamos juntar as pistas dadas a todo o momento a fim de solucionar o mistério que envolve o assassinato de sua esposa.






4) 21 Gramas (2003)





Em 21 Gramas, conhecemos um pouco da vida de Cristina (Naomi Watts), Jack (Benicio Del Toro) e Paul (Sean Penn), três personagens que têm seus destinos cruzados por conta de um trágico acidente de trânsito. O filme é fragmentado e não possui uma ordem pré-estabelecida, fazendo com o que o espectador seja o responsável por encaixar os fatos que lhe são apresentados.






5) Disconnect (2012)





O filme, que ainda não possui nome oficial no Brasil, apresenta as histórias de diversas pessoas que possuem uma característica em comum: todas fazem uso compulsivo da internet e, por sua vez, de aparelhos eletrônicos. As vidas dessas personagens se cruzam ao longo da trama dirigida por Henry Alex Rubin, que promove uma reflexão acerca do uso excessivo da tecnologia nos dias atuais, bem como as consequências negativas que essa compulsão pode provocar na vida de seus usuários.






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