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Semana Especial Guardião - Mari Scotti

Olá pessoal, a nossa escritora parceira Mari Scotti vai lançar o livro Guardião na Bienal do Rio , que é a sequência do  Híbrida e para festejar teremos a Semana Especial Guardião!
Vocês conhecerão mais da escritora, dos livros dela lançados, sinopse do livro, quotes, entrevistas e muito mais.
 Começamos a semana com uma entrevista com a escritora Mari Scotti!


ENTREVISTA


1. Como você se descreve?

Persistente e tolerante. Acredito que seriam os melhores adjetivos para me descrever, porque sou bastante paciente em tolerar situações para alcançar aquilo que almejo e dificilmente desisto. Gosto do que faço e coloco toda minha paixão na escrita, porque desejo que as pessoas se apaixonem pela leitura, assim como eu.
Introspectiva. Alguns diriam que sou antissocial, mas a verdade é que sou reclusa. Gosto de ficar sozinha, de fazer as coisas ao meu tempo, mas por outro lado sou bem extrovertida. Sei que parece que me contradigo, mas é exatamente como sou. Em casa e com amigos mais íntimos ou no MSN onde sou menos tímida, sou bem brincalhona e sarrista. Também sonho demais, sonho o tempo todo: com meus personagens, com novos personagens, com possibilidades. Sou também muito amiga, se alguém precisa de mim e tenho como ajudar, ajudo e quando não tenho como ajudar, tento dar um rumo para que a pessoa encontre uma solução.



2. Qual o significado dos livros na sua vida?

Sempre amei ler e isso me aproximou bastante da minha mãe quando era menina, porque ela que me ensinou a escrever meus primeiros textos. Mais adulta, escrever me tirou de uma situação bem complicada, estava com depressão, desistindo de tudo, me afastando da família, amigos, pessoas importantes para mim. Quando percebi, me foquei em algo que eu amava fazer e acredito muito que foi Deus que me direcionou a isto. Reencontrei meu rumo, alegria e escrever me ajudou a vencer muitas dificuldades pessoais. Então posso afirmar que os livros e Deus me salvaram muitas vezes.


3. Cite 3 autores e livros favoritos.

Amo Crepúsculo e A Hospedeira e a narrativa da Stephenie Meyer. Costumo dizer que não os filmes, mas os livros, porque ela sabe como envolver o leitor em cada sentimento que o protagonista vive.
A Denise Flaibam com Os Mistérios de Warthia. Este foi um dos únicos livros de fantasia nacional que me conquistaram completamente. Sou fissurada por esta série.
E a Keila Gon. Ela sabe como criar um mistério sobrenatural envolvente, instigante e tão palpável que as vezes parece ser capaz de se tornar realidade. O livro: Cores de Outono e Sombras da Primavera da série Cores.


4. Quando você começou a escrever e por quê?

Comecei a escrever entre dez e doze anos de idade, mas minhas histórias não eram legais não. Vejo essas meninas que publicam tão novinhas e fico pensando que eu era bem atrasada nessa idade, não sabia formar frases direito, menos ainda personagens! Fico admirada com quem consegue.
Gostava de ler muito e chegou um momento que eu não tinha mais o que ler na biblioteca da escola e comecei a reclamar com a minha mãe. Ela me apresentou um livro que estava escrevendo. Achei tão incrível que minha mãe escrevia que quis imitar. O livro que ela escreveu, na época, conseguimos publicar a pouco tempo e se chama Uma Janela Fechada.
Esse desejo reascendeu depois que li Crepúsculo e descobri qual era o meu estilo preferido de escrita: fantasia. O desejo de publicar veio depois de conhecer a escritora nacional Nazarethe Fonseca, pois vi que existiam escritores no Brasil tão incríveis quanto os que eu gostava estrangeiros.


5. Você é muito envolvida com projetos de reconhecimento e divulgação da literatura nacional com a fanpage Literatura Nacional BR e seu Blog Coração de Papel. Como avalia o cenário da literatura nacional atual?

Cada pequena ação, seja de um blogueiro ou vários, seja de um autor ou todos, ou apenas de um leitor que decide por um livro nacional ao invés de outro, muda nossa situação atual. Há dois anos, quase não se ouvia falar em escritores nacionais – salvo os já renomados. Hoje, vemos muitos dando entrevistas, sendo
chamados para eventos, sendo lidos, além de algumas editoras que abriram mais as portas para os brasileiros que possuem esse talento. Eu acredito que é o começo, é árduo, demorado, doloroso, mas em alguns anos teremos o prazer de ver em destaque nas livrarias mais livros nacionais que os estrangeiros, assistiremos filmes baseados em nossas criações e veremos leitores preferindo o que é nosso ao que vem de fora, porque saberão que é tão bom quanto, se não melhor. Fico muito feliz de fazer parte disso, dessa mudança, de ter algum papel, mesmo que mínimo, na conscientização dos leitores, editoras, mídia, entre outros, de que o nacional também tem voz e letra.


6. De onde surgiu a ideia para Insônia e Hibrida?

Ambos os livros eram fanfics que eu publicava no site de Fanfics e alguns personagens eram inspirados na Saga Crepúsculo.
Híbrida: Um dia surgiu uma pergunta na minha cabeça: O que aconteceria com a rixa entre lobisomens e vampiros, se os lobisomens tivessem de criar uma criança vampira ou vice-versa? Da pergunta nasceu a Ellene e toda a trama da série, como de onde ela vem, o motivo de ter sido deixada entre os lobos e também Milosh, o vampiro que teve sua esposa e rainha sequestrada e que precisa descobrir onde ela está, quem é o traidor e como salvar sua espécie do caos eminente.
Insônia: Insônia era para ser um romance somente, comecei a escrever por causa de um amigo rpgista que se intitulava Eros. Criávamos cenários e histórias diversas e na maioria das vezes ele me contava as melhores. Sempre fiquei abismada com a criatividade dele em contar histórias e decidi que dedicaria um personagem a ele. Criei os dois primeiros capítulos de Insônia, porém não consegui continuar, porque meu forte é a fantasia. A história ficou abandonada por três anos até que relendo tive um clique: E se o Pietro não fosse apenas humano? E se tivesse algo mais por trás dessa aparição? Foi assim que a série nasceu.


7. Vemos que se tornou algo viral, escritores de fanfics publicando livros, como você avalia essa transição?

Depende muito do autor. Alguns têm a preocupação de mudar a característica dos personagens, lugares e situações para que não lembre os personagens que o inspirou, mas infelizmente, a maioria, não faz isso.
Acho louvável o escritor que se preocupa em dar aos seus leitores algo realmente original, com personagens que, mesmo sendo de uma ex fanfic, sejam criações de sua mente, do seu coração de escritor.
Eu sou a primeira a apoiar quem escreve fanfic a se arriscar a escrever um livro, mas desta forma, buscando tirar as características dos personagens de outro escritor de seu livro, readaptar a história, complementar descrições, melhorá-la.


8. Algum dos personagens do seu livro foi inspirado em você? Ou em algum amigo, familiar, etc?

Quando começamos é sempre melhor escrever o que conhecemos, e para criar alguns personagens precisei olhar para a minha família, nossa criação e convivência. A Ellene e a Suzanna têm muito de mim, principalmente na forma de enxergar o mundo com inocência demais. Na época eu não conhecia nem livro erótico por exemplo, e a falta de conhecimento da vida fica um pouco evidente na forma que narrei os dois primeiros livros (Insônia e Híbrida). Conforme fui amadurecendo, a escrita também amadureceu e hoje consigo separar bem mais o personagem das minhas influências pessoais.
A Ellene tem uma característica bem pessoal minha: medo de insetos.
As famílias também possuem muito da minha: a união, as brincadeiras, a cumplicidade e o amor.


9. Quais os próximos projetos?

Finalizar as duas séries são meus projetos mais urgentes, me dedicar ao lançamento de Guardião que está próximo e a alguns romances que finalizei e preciso amadurecer a escrita. Se tudo der certo, um destes romances será publicado em 2016. Assim espero!


10. Deixe um recado para os seus leitores.

Primeiro quero agradecer a todos os blogs que se apresentaram para a parceria da primeira edição de Híbrida, por apoiarem a Semana Neblina e Escuridão e a todos os autores nacionais. Sem vocês, muito do que conquistamos não teria sido alcançado.
Aos leitores: muito obrigada! Espero que tenham gostado da entrevista e que busquem conhecer um pouco mais dos livros. Boa leitura a todos!
Com carinho, Mari Scotti



DATA E EVENTO DE LANÇAMENTO
RIO DE JANEIRO
12/09 às 15:00h
Local: Bienal do Livro – Estande J – Novo Século
Link evento: https://www.facebook.com/events/664189140348898/

Espero que acompanhem a Semana do Especial!
É um prazer participar dessa semana ,pois adoro a escrita da Mari e a simpatia dela!
Até amanhã!

[Resenha] Ônix

Estar conectada ao Daemon Black é uma droga…
Graças ao seu rastro alienígena, Daemon está determinado a provar o que ele sente por mim é mais do que um produto de nossa conexão bizarra. Então eu o afasto, mesmo que ele esteja mais quente do que frio nestes dias. Mas nós temos problemas maiores.
Algo pior do que os Arum chegou à cidade.
O Departamento de Defesa está aqui. Se eles conseguirem descobrir o que Daemon pode fazer e que estamos ligados, eu sou um caso perdido. E ele também. E há este novo menino na escola que tem um segredo. Ele sabe o que aconteceu comigo, e ele pode ajudar, mas para isso, eu tenho que mentir para Daemon e ficar longe dele. Como se fosse possível. Contra todo o bom senso, estou me apaixonando por Daemon. Difícil.
Mas então tudo muda …
Eu vi alguém que não deveria estar vivo. E eu tenho que dizer a Daemon, apesar de eu saber que ele nunca vai parar de procurar até saber a verdade. O que aconteceu com seu irmão ? Quem o traiu? E o que o DOD quer dele – de mim?
Ninguém é quem parece ser. E nem todos irão sobreviver as mentiras…


"Havia uma peculiar vibração no meu peito. Nunca na minha vida tinha tido um momento tão difícil em entender a mim mesma como era com Daemon. Eu entendia livros. Eu não entendia garotos – especialmente garotos alienígenas."

Eu li "Obsidiana" - primeiro volume da saga Lux - no ano passado enquanto estava de férias. Eu li em um dia. Sem brincadeira. Fiquei em pânico quando meu tablet começou a descarregar e coloquei pra carregar, mas não pude parar de ler até terminar. Eu me apaixonei pelo Daemon de uma forma que me apaixonei poucas vezes - fica com ciúmes não Jace, eu ainda te amo. Jean Claude não olha assim, vai! KKK -. Só que apesar de ter amado o livro terminou de uma forma que me deixou com um pressentimento ruim. Um pressentimento de que a Kat, a personagem principal - por alguma brincadeira cruel do destino, par do amor da minha vida -, iria fazer alguma... besteira. Gente, mas não deu outra.

"— Sua correspondência poderia ter esperado. — Daemon me seguiu até a cozinha. — O que são? Apenas livros?
   Pegando o suco de laranja na geladeira, eu suspirei. Pessoas que não amavam livros não entendiam."

Como quem leu já sabe, o Daemon tem esse lado provocador irresistível e essa confiança justificada que é parte de quem ele é. Você nem consegue ficar realmente irritada, você está ocupada demais fantasiando sobre vocês e algum lugar com areia branca e palmeiras - ta, parei! - e a Kat que até então parecia uma garota equilibrada e inteligente está muito atraída por ele. Exceto que, ela se convence que a atração dos dois tem origem na ligação formada entre eles. Ao curá-la ele mudou alguma coisa nela e ela atribui seus sentimentos e incapacidade de ficar longe à ligação. Aham, claro.
Depois de descobrir que Daemon era um alienígena, um Lux, tudo parece ter mudado, de repente tudo parece perigoso e intenso. Kat se sente atraída por ele, mas parte dela ainda reluta e busca por coisas e pessoas que tragam normalidade novamente à sua vida. Mas ela ainda não entende que nada será normal novamente. Normal adquiriu um novo significado em sua vida.

  "— Jesus. — Blake esfregou sua garganta. — Você tem problemas de controle de raiva. É como uma doença.
   — Há uma cura e é chamada bater em você."

Eu tenho que dizer eu gostava muito da Kat no primeiro livro. Ela parecia realmente legal, ela ama ler e ela tem um blog - Yeah! - e eu meio que senti aquela coisa do "gente como a gente" com ela sabe? Mas para por aí, porque em "Ônix" ela passa a maior parte do livro obcecada em se convencer de que os sentimentos entre ela e Daemon são forjados pela ligação e que nada daquilo é real.
Então ela começa a sair com esse outro cara, o Brad... Não, pera, Brandon... Não... estou brincando o nome dele é Blake (entendedores entenderão KKKKKK) e ela fica tentando se convencer de que ela não está sentindo nada com ele porque ta cansada, por que ta com sono, porque ta com tedio... enfim, o que eu quero dizer é que ela começa a elaborar desculpas absurdas pra justificar a falta de sentimentos entre ela e o Benjamin (não resisto gente kk) - assim como o sentimento em excesso pelo Daemon.

"As palavras eram uma das ferramentas mais poderosas. Simples e muitas vezes subestimadas. Elas podiam curar. Elas podiam destruir. E eu precisava usá-las agora."

Mas enquanto isso coisas estranhas começam a acontecer, objetos começam a se mover sozinhos, portas abrindo e fechando, ela acha que pode estar enlouquecendo, mas uma parte dela sabe que é mais do que isso e ela se pergunta o que mais pode ter mudado ao Daemon curá-la. Pra melhorar sua mãe está namorando novamente e ela não sabe exatamente como se sentir a respeito. Exceto que... eca, é a sua mãe.

"O beijo se aprofundou até que não houvesse eu, nem ela. Era apenas nós, e não era o suficiente. Podia nunca ser o bastante."

Entre o DOD - organização do governo que vigia as espécies alienígenas - sempre fazendo aparições ocasionais e o risco de algum arum - alienígenas do mal que estão em guerra contra os Lux - atacar o clima é de constante tensão. As coisas estão indo rápido demais e ficando fora de controle.
Pra mim, a relutância dela em aceitar as coisas foi o ápice do desastre. Sabe aquele acidente em câmera lenta em que você só pode esperar bater e dar o grande e catastrófico BUM no fim? Pois é. É bem isso. A Kat desceu muito no meu conceito nesse livro e as escolhas e atitudes dela no livro fizeram impossível eu gostar tanto quanto o primeiro.
É sério, eu li em dois dias porque o Daemon é ótimo, engraçado, encantador e tudo isso; também porque o ritmo dos acontecimentos te deixa ansiosa pra saber o que vem a seguir, mas várias vezes quis socar a cara dela. Mesmo. O incrível é que estou ansiosa pelo terceiro. Ódio e amor sempre ligados, uh? Vamos ver se no próximo ela consegue se redimir pelas ações desse livro.
Ps.: O Primeiro volume da saga Lux será lançado ainda esse ano pela editora Valentina. Estou ansiosa pelo meu *-*
Beijos!



[Resenha] O Pequeno Príncipe - Antonie de Saint-Exupéry


  1. Título: O Pequeno Príncipe.
    Autor (a): Antonie de Saint-Exupéry.
    Editora: Agir.

  2. Sinopse: O Pequeno Príncipe, devolve a cada um o mistério da infância. De repente retornam os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações... O reencontro, o homem-menino.

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Resenha
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  1.  Publicado em 1943, O pequeno príncipe já foi traduzido para cerca de 250 línguas diferentes e possui 143 milhões de exemplares vendidos pelo planeta. 
  2.  Antonie de Saint-Exupéry trás para todos um livro de crianças para gente grande, porque afinal de contas, todos nós já fomos crianças um dia.
  3.  Vindo de um planeta muito distante (e pequeno), o Pequeno Príncipe está em uma viagem pelo mundo onde aprende e ensina diversas coisas por todos os que conhece pelo caminho. Em uma de suas paradas, ele conhece um piloto que está tentando arrumar seu avião que caiu no deserto. 
  4.  O piloto em questão, tinha tudo para ser um desenhista quando criança, mas infelizmente, sua melhor habilidade - a de desenhar jibóias abertas ou fechadas - não foi muito apreciada pelos adultos, porque para falar a verdade, os adultos não entendem muito de arte, né?
  1.  Em seu primeiro contato com o piloto, o Pequeno Príncipe pediu para que ele desenhasse um carneiro para morar em seu planeta, ressaltando, que seu planeta é muito pequeno, portanto, o carneiro deve ser adaptável a essa condição. Após algumas tentativas, finalmente o piloto desiste e desenha uma caixa, explicando ao Pequeno Príncipe que o carneiro está ali dentro. Vendo que o pequenino ficou muito satisfeito com o resultado, o piloto passa a olhar para o Pequeno Príncipe com outros olhos e se permite tentar entender um pouco mais sobre seu companheiro. Ambos trocam opiniões sobre diversos assuntos e com as experiências contadas pelo Pequeno Príncipe de sua jornada pelo mundo, podemos aprender e relembrar de coisas importantes que com o tempo simplesmente deixamos de lado, como por exemplo, o ato de cativar as pessoas.
  1.  Não quero prolongar muito a resenha, porque mesmo que seja um livro que já foi lido por muitos, com certeza é uma obra que precisa e merece ser lida por muito mais pessoas que ainda não se deram a oportunidade de conhecê-la.
  2.  O mundo visto do ponto de vista de uma criança é simples e magnífico. Suas conclusões e suas dúvidas, nos fazem perguntar em que ponto nos perdemos ao nos tornarmos adultos, afinal, será que com o tempo não vamos ficando menos sábios com nossa mania de acharmos que sabemos mais das coisas? Seja lá qual for a resposta para essa pergunta, acredito que as crianças são o bem mais precioso que o mundo possui. A infância é mágica, e é uma pena que nem todos são capazes de enxergar essa magia.







[Resenha] Era uma vez minha primeira vez - Thalita Rebouças

Título: Era uma vez minha primeira vez.
Autor (a): Thalita Rebouças.
Editora: Rocco.

Sinopse:Coração acelerado, pernas bambas, arrepio na nuca e um friozinho na barriga. Medo? Sim. E também excitação, sonhos, dúvidas, inseguranças e todas as "noias" que as meninas sentem diante da tão esperada e, por que não, idealizada, primeira experiência sexual. São essas angústias e alegrias, contadas de forma leve e bem-humorada, que Thalita Rebouças apresenta em "Era uma vez minha primeira vez", a escritora usa toda a sua sensibilidade e bom humor para falar de um tema que ainda gera muita ansiedade e polêmica entre as garotas. Na linguagem típica das adolescentes, a experiente autora no universo teen conta como seis amigas inseparáveis - Teresa, Clara, Tuca, Fernanda, Patty e Joana -, todas entre 15 e 19 anos, enfrentam o antes, o durante e o depois de um dos momentos mais importantes na vida das mulheres. Mas não espere um manual com dicas sobre sexo, virgindade, gravidez e temas afins. O livro reflete as emoções, os sentimentos, medos e anseios das personagens em diversas situações com as quais as leitoras de Thalita certamente irão se identificar. 

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 Fazia um tempo em que eu não lia nada da Thalita Rebouças e com essa leitura, fiz uma breve viagem no tempo de volta para a minha adolescência, onde tudo parecia mais simples apesar de na época parecer absurdamente preocupante.
 Nesse livro temos a história de seis garotas sobre como foi sua primeira experiência sexual.
 Teresa, Clara, Tuca, Nanda,  Patty e Joana são amigas, e como acontece nos melhores grupos de amizade, são diferentes e a diferença fortalece o amor e o companheirismo entre elas.
 As conversas, as dúvidas, expectativas nos fazem parar e rir por parecer uma cópia de conversas que com certeza todo adolescente, seja ele mulher ou homem, já teve no meio de um grupo de amigos.
 Thalita com seu jeito leve de escrever dá exemplos de experiências desde a mais tranquila até a mais horrorosa, e a importância que os amigos e amigas têm nesse processo. 
 Duvidas sobre o que fazer, quando vai acontecer, vergonha do corpo, medo, entre outros, são temas abordados de forma natural pela autora e destrinchados até chegar aos finalmentes, onde todas elas aprendem que o que realmente importa é a confiança. Com a troca de experiência as garotas aprendem que a primeira vez pode acontecer com alguém que você conhece a muito tempo e ser horrível, mas também pode ser que aconteça com alguém que acabou de surgir na sua vida e ser maravilhosa.
 No final das contas, não há uma regra e o que vale é viver a experiência e aprender com ela.
 Uma coisa que eu achei falha no livro, é colocar a primeira vez como se fosse algo importante só para as mulheres, mas eu acredito que é uma experiência marcante tanto para a mulher quanto para o homem, por mais que eles tentem levar de uma forma como se fosse algo que eles já nasceram fazendo.
 Enfim, com uma escrita engraçada e leve, Thalita Rebouças nos faz acreditar que talvez a primeira vez não esteja totalmente banalizada como vemos por aí hoje em dia, e sim um momento que ainda pode ser valorizado, discutido e contado apenas para os seus melhores amigos.



[Resenha] Veneno - Sarah Pinborough

Título: Veneno.
Autor (a): Sarah Pinborough.
Editora: Única.
Sinopse:

Você já pensou que uma rainha má tem seus motivos para agir como tal? E que princesas podem ser extremamente mimadas? E que príncipes não são encantados e reinos distantes também têm problemas reais? Então este livro é para você! Em Veneno, a autora Sarah Pinborough reconta a história de Branca de Neve de maneira sarcástica, madura e sem rodeios. Todos os personagens que nos cativaram por anos estão lá, mas seriam eles tão tolos quanto aparentam? Acompanhe a história de Branca de Neve e seu embate com a Rainha, sua madrasta. Você vai entender por que nem todos são só bons ou maus e que talvez o que seria “um final feliz” pode se tornar o pior dos pesadelos!

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Resenha
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 Esse livro estava na minha estante já fazia um tempo.
 Dizem que nunca devemos julgar um livro pela capa, mas como resistir a uma capa dessa juntamente com uma frase "Para os fãs de Once Upon a Time e Grimm, Veneno é a prova de que contos de fadas são para adultos! Não existe 'Felizes para sempre'!"
 Nessa releitura, temos a história contada a partir de vários pontos de vista. Temos do ponto de vista da Lilith (madrasta má), da Branca de Neve, do caçador, do príncipe encantado e até mesmo de alguns anões.
 Lilith foi criada para se portar como uma dama. Por possuir magia, sofreu preconceito de seu próprio pai e quase foi parar em uma fogueira juntamente com sua mãe.
 Mesmo agora beirando seus 24 anos, Lilith se mostra uma mulher dura; A rainha de gelo. Ela teve que amadurecer rápido e assumir um casamento com o pai de Branca de Neve, o rei, que teria idade para ser seu próprio pai para poder cumprir com seus deveres, e isso a tornou infeliz.
 Branca de Neve é uma jovem selvagem. Sua beleza jamais passa despercebida e ela é capaz de ser graciosa e ao mesmo tempo beber como um homem na companhia dos anões.
 Assim como na história em que a Disney nos apresenta, a rainha má faz com que Branca de Neve caia em um sono profundo após uma pequena mordida em uma maçã, e então surge o príncipe encantado.
 Arrebatado pela beleza da jovem deitada em um caixão de vidro, o Príncipe se apaixona pela desconhecida e acredita que ela é a princesa perfeita! Que é exatamente do que ele precisa para levar de volta ao seu reino e mostrar ao seu pai que ele é capaz de fazer boas escolhas.
 Acontece que em Veneno nem tudo é o que parece... 
 Gostei bastante da releitura e estou no segundo livro da saga, Feitiço.
 Veneno faz parte de uma trilogia e uma capa é mais bonita que a outra.



 Com uma leitura leve e intrigante, Veneno faz jus a frase que uma em sua capa.
 "Repense seus vilões."




 
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