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[Entrevista] A Very Potter Musical - Part I

Olá, pessoal! Há umas semanas atrás eu descobri que aqui no Rio irá acontecer um musical sobre Harry Potter, e, como uma boa fã que sou, marquei presença no evento do Facebook. Mas o projeto deles me chamou tanto a atenção, que entrei em contato com eles na cara de na coragem. Assim, eu e Camilla pudemos conhecer a produção, a direção e o elenco do musical, e conseguimos uma entrevista exclusiva para o nosso blog! 
O papo foi tão bom que de uma entrevista decidimos fazer o Especial - A Very Potter Musical, que trará hoje essa entrevista com a produção e direção, e amanhã com o elenco! Confira agora o que eles contaram sobre o musical!

A VERY POTTER MUSICAL
Entrevista – Produção e Direção:
Entrevistados:
Direção e Adaptação: Julio Angelo
Ass. Direção: Dandara Costa
Produção: Juliana Souza




1)    Como surgiu a ideia de um musical sobre Harry Potter?

Julio Angelo ( Diretor): O musical original foi feito em 2009, A Very Potter Musical, pela companhia Star Kiss. A Star Kiss era formada por estudantes da Faculdade de Michigan que decidiram fazer uma peça sobre Harry Potter. A primeira ideia que eles tiveram foi de compor uma música dizendo que o Draco era apaixonado pela Hermione. Então, a primeira música que surgiu mesmo foi a Granger Danger. Nisso eles tiveram a ideia de fazer todo o musical. A ideia de trazer pra cá, fazer uma versão no Brasil, surgiu porque existem tantas possibilidades de teatralidade, e, sendo uma paródia, temos uma liberdade muito grande de criação. Há uma sátira e um humor muito específico e muito interessante de se fazer dentro de uma faculdade, que é o lugar onde você pode experimentar, e isso foi o que mais me interessou quando eu assisti o espetáculo de 2010. Aí guardei tudo na caixinha e fiquei pensando, depositando esses pensamentos para o futuro. Então eu me perguntei, "o que eu posso fazer"? E é sobre coisas que eu gosto muito: Harry Potter, teatro, musical. Além disso, era uma coisa que eu via muito nesse lugar exatamente da experimentação, sem falar que me despertou muito o interesse por ser um projeto acadêmico desde o princípio. Desde o princípio foi feito numa faculdade, foi o que mais me fez ter essa decisão de fazer o musical aqui dentro (UNIRIO).

2)    Como foi o processo de elaboração do musical? Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas?

Julio Angelo ( Diretor): Maiores dificuldades? Tudo! (risos) Porque é muito difícil, muito difícil. O teatro musical abrange vários seguimentos: a cena, o canto, a dança. E tudo já começa na seleção dos atores. Por ser um projeto acadêmico, nós queríamos atores de faculdades federais, era uma coisa que a gente pensou desde o início, de o elenco ser composto por estudantes. E o meu orientador, o Rubinho, me deu essa força na questão de “vamos seguir com estudantes”. É importante lembrar também que os atores precisavam dessa noção de que existe o canto, a dança, a interpretação, e de que tudo é ligado.  Eles já têm essa dificuldade, de como assimilar tantas coisas. Uma outra dificuldade é a grana. Por ser um projeto acadêmico a gente não tem dinheiro nenhum. Não tínhamos dinheiro nenhum, nós fomos conquistando, achando possibilidades, correndo atrás de tudo. A questão da grana acho que está acima até da questão dos atores. Repito, era um projeto acadêmico, a gente sabe o nosso lugar, não queremos sair desse lugar que é a raiz desse projeto. Não queríamos subir muito e perder a cabeça na pretensão, em querer coisas muito caras. E não teríamos possibilidade disso.

Dandara Costa (Ass. direção): Esse era um projeto para ser feito numa sala da teatro, não num teatro e nem num auditório, a ideia era em uma sala. Então a questão do dinheiro não era algo que mexia muito com a gente porque não precisaria de equipamento de som, microfones, o cenário seria bem reduzido. Então, depois que a gente teve que tirar o nome da Unirio, nós tivemos que nos adequar ao espaço que tínhamos, que era o Vera Janacopulos. E lá exige muito mais de equipamentos sonoros, microfonia e tudo mais. Então esse foi um estresse.

Julio Angelo ( Diretor): Esse lugar que ela (Dandara Costa) citou como dificuldade, a grana e também a questão do teatro musical. O teatro musical enfrenta muito preconceito aqui dentro da faculdade. Dentro das faculdades em geral. Muito preconceito por acharem que essa é uma arte menor. Muitas das vezes, essas grandes produções que existem no mercado têm apenas dois meses de ensaio. Dois meses de ensaio pra fazer tudo isso. Ou seja, alguma coisa vai pecar. A interpretação é sempre deixada de lado. Se você tem um rosto bonito e canta bem, você já é perfeito para o papel. Ou seja, perde um pouco da credibilidade. E as pessoas entram no senso comum de que é uma coisa ruim, e não é. É muito mais difícil do que imaginam. Muito. E o que aconteceu aqui dentro da faculdade, uma das questões da gente ter sido coagido a tirar o nome da Unirio desse projeto foi esse lugar, de preconceito. Acho que essas são as coisas mais difíceis.

Juliana Souza ( Produção): Nossos apoiadores são completamente loucos! (risos) Mas assim, são pessoas que são apoiadoras, e eu acho importante dizer isso, que a gente não acreditava que iria conseguir apoio de certos lugares. E eles nos acompanharam. Pessoas que estão nos ajudando na confecção do nosso figurino sem darmos um tostão, nós estamos apenas divulgando o trabalho dessas pessoas. As pessoas estão dando coisas caras pra gente. E a contrapartida é minúscula. Por isso é muito incrível que tudo isso esteja acontecendo. Porque nós sabemos que nós nos estressamos, que não dormimos de noite, e quando por exemplo, vocês aparecem querendo conversar conosco desperta em nós o sentimento que estamos fazendo alguma coisa certa. Que está dando resultado. 3000 pessoas confirmaram presença no nosso evento, não sabemos se todas essas pessoas irão caber no teatro. A responsabilidade é alta.

Julio Angelo ( Diretor): A gente está nesse lugar de respeito, pois estamos mexendo com com algo muito delicado que é o mundo de Harry Potter. Fez parte de uma geração inteira. Por isso, temos que respeitar o que a gente faz, temos que respeitar as pessoas que curtem as nossas publicações na página, que confirmaram presença no evento, temos que respeitar todas essas pessoas. Porque esse é o nosso papel como artistas.

Dandara Costa ( Ass.direção): E voltando a essa questão delicada, muitas pessoas são fãs de Harry Potter e de musicais. Então, se você pega os fãs de Harry Potter e os fãs de musicais, a coisa explode (risos).

3)    Qual é a rotina dos ensaios, e como é o entrosamento do elenco?

Julio Angelo (Diretor): Só não ensaiamos às terças-feiras, praticamente. No início do projeto, tínhamos poucos ensaios. Depois que a gente foi vendo que o lugar era um pouco mais acima, a gente foi se adequando, se adaptando. E essa adaptação está sendo até o momento. Porque agora que entramos nessa reta final, exige muito mais concentração, responsabilidade, horário, tudo. Então, os atores estão se adaptando ainda. Nós estamos nos adaptando também. Eles não ensaiam às terças, mas nós trabalhamos todos os dias. Quanto ao entrosamento, foi incrível! Desde as audições. O Jeff (Rony) e o Contente (Harry) se amaram de paixão. Eles disseram um para o outro, você vai ser o Harry e você o Rony, parece que eles já sabiam pela áurea que isso iria acontecer. Acho um entrosamento muito bacana, somos uma família Potter.

Dandara Costa (Ass. direção): Um dos nossos atores quebrou o pé há pouco tempo, ele estava muito desesperado e nós falamos para ele conversar com os parceiros de cena dele. Então, um dos garotos do elenco chegou a buscá-lo em casa, que era num local extremante diferente da rota dele. Fez tudo para que as coisas funcionassem, porque um precisa do outro e todo mundo precisa de todo mundo. Eles são bem família assim. Por muitos deles morarem longe, muitos dormem da casa um do outro.

Julio Angelo (Diretor): Por conta dos horários dos ensaios também, que tiveram que ser estendidos. Por isso, muitos deles acabam perdendo a condução e precisam ficar na casa de alguém. E não tem problema nenhum nisso, é muito legal. Essa é uma das coisas que dá mais valor ao que a gente faz.

Juliana Souza ( Produção): O que eu acho legal também, é que eles já tinham um contato com os atores e eu entrei depois. E até nos momentos em que precisamos sentar com eles para passarmos questões de produção, são sempre momentos muito intensos, porque eles se envolvem com aquilo que está sendo dito. Eles perguntam, eles querem saber, querem dar sugestões. Se eles têm alguma ideia eles já vêm falar com a gente. Eles estão muito envolvidos enquanto amigos, enquanto atores e enquanto produção. Eles são muito interessados e isso estimula a gente.

Julio Angelo ( Diretor): Se não fosse estudante, eu não sei se teria isso. Tem muito ego nesse mercado, e eles não estão nesse lugar. Aqui nos corredores da faculdade, pra fazer teatro eles precisam disso. Isso que eu acho mais interessante.

Dandara Costa (Ass.direção): E essa rotina de muitos ensaios, pesada, deixa qualquer um exausto. Nós falamos para eles que eles devem chegar na segunda-feira com todo o pique e eles chegam, sabe? Isso é muito incrível.

4)    O musical é baseado em um dos livros da saga? (Se sim, qual seria?)

Julio Angelo (Diretor): É sobre tudo, é uma miscelânea. É uma paródia da saga inteira, e isso é o mais interessante porque os criadores originais zombaram de tudo. Não tem perdão, é tudo sacanagem. Mas tudo no lugar de não diminuir, mas de elevar para outro lugar. Isso que eu acho mais legal.  Nós falamos da saga, mas é uma história que abrange outros assuntos, isso é muito legal.

Dandara Costa(Ass. direção): E as pessoas vão ver no espetáculo o que nós vimos em 7-8 anos. A mudança dos personagens eles verão em 2 horas e meia (risos).

5)    O que o público – principalmente o público fã! – pode esperar do musical?

Julio Angelo (Diretor): Essa é uma pergunta capciosa (risos). Já que essa é uma versão brasileira, acho que esse é um lugar muito de abrasileirar, sabe? Nós trouxemos o espetáculo pra cá, é a nossa versão brasileira mesmo. A identificação vai ocorrer de fato, porque vai englobar muitas coisas. Vai tratar da questão de Harry Potter, eles puderam identificar o que está ocorrendo agora no Brasil, no que está acontecendo na casa dele. O publico vai parar e pensar “nossa, mas isso está acontecendo agora!”, vai ter muito isso. A história vai estar trazendo algo atual. Além de ser uma tremenda comédia, tem críticas super bacanas.

Juliana Souza (Produção): Toca em assuntos muito delicados, como bullying, homossexualidade, essas coisas. Toca nessas coisas.

Dandara Costa (Ass.direção): Eu acho que o que eles não vão esperar são reviravoltas com personagens que eles jamais iriam imaginar que iriam se encontrar. Então, eu quero que eles cheguem com muita expectativa. Porque isso vai acontecer (risos).

Julio Angelo ( Diretor): Essa é uma adaptação da versão original, só que é outra coisa, é outro espetáculo. Eles não vão ver a mesma coisa. A essência está lá, mas humildemente falando, ela está em outro lugar (risos). A gente trouxe arranjos novos, estamos com uma banda ao vivo que é top de linha, com sete instrumentos. As atuações são incríveis. A nossa versão é brasileira e os fãs brasileiros vão ficar loucos.

6)    Harry Potter reuniu – e ainda reúne – uma legião de fãs com os seus livros e filmes ao longo dos anos. Qual o sentimento em adaptar para os palcos uma das sagas de maior sucesso do cinema/literatura?

Julio Angelo ( Diretor): Outra pergunta capciosa (risos). É um universo que dá tantas possibilidades, que gera tantas discussões, é tão vivo. Como eu falei, nós trazemos um espetáculo que é atual. O último filme da saga foi lançado em 2011 e está vivo! Não para. Quem é fã de Harry Potter não para. Faz histórias inspiradas na saga, quadrinhos, se veste, faz tatuagem, compra todos os produtos, não para e eu acho que é muito atual. E essa responsabilidade e de deixar essa coisa ainda mais viva. O espetáculo original foi lançado nos EUA, está disponibilizado online para as pessoas assistirem, mas aqui o público brasileiro nunca viu isso acontecer ao vivo. Isso está acontecendo e não vai parar de acontecer, nós temos a responsabilidade de manter esse espírito vivo. Temos de a responsabilidade de fazer isso com muito amor.

O elenco e a direção do " A Very Harry Potter Musical" conversaram conosco, e vocês puderam ler na entrevista a dificuldade com o dinheiro para o musical se manter.Deixo aqui então, o pedido deles.
Não deixem de participar da Vakinha! =D


Nosso projeto ganhou proporções que almejávamos somente em nossos sonhos, mas a realidade está ai pra comprovar que chegamos aonde estamos com o nosso mérito.
Não temos nenhum tipo de patrocínio, pois nos firmamos dentro da Lei como um projeto acadêmico. E por sermos um projeto acadêmico é que precisamos muito da AJUDA de cada um de vocês para continuarmos trilhando nosso caminho
Com a ajuda de vocês o “A Very Potter Musical – Exercício em Cena” poderá alcançar mais objetivos e metas, tendo a possibilidade até de futuras novas temporadas, o que será ideal para que todos vocês se divirtam e apreciem nosso trabalho.

Ajude a nossa Vakinha a chegar em Pigfarts! Emoticon smile

LINK VAKINHA : https://www.vakinha.com.br/vaquinha/a-very-potter-musical-exercicio-em-cena



Essa a primeira parte do nosso Especial, espero que tenham gostado e aguardo vocês amanhã para a entrevista divertida do elenco e fotos do ensaio!
Até!


* Entrevista gravada e transcrita por Camilla Pereira e Isadora Ribeiro. Proibida a cópia total ou parcial da mesma sem autorização das autoras. 

[Resenha] The Goddess Test



The Goddess Test

Autora: Aimée Carter

Sinopse: Todas as garotas que foram testadas falharam. Agora é a vez de Kate. Desde sempre, tem sido apenas Kate e sua mãe, e agora sua mãe está morrendo. Seu último desejo? Voltar para o lugar onde ela cresceu. Então Kate começará a frequentar uma nova escola, sem amigos, sem ninguém conhecido por perto, e o medo de que sua mãe não sobreviverá até o fim do outono. Então ela conhece Henry. Sombrio. Torturado. E hipnotizante. Ele se diz ser Hades, o deus do submundo, e se ela aceitar sua proposta, ele manterá sua mãe viva enquanto Kate tenta passar pelos sete testes. Kate tem certeza de que ele é louco, até vê-lo trazer uma garota de volta à vida. Agora parece que salvar sua mãe é insanamente possível. Se ela passar, ela se tornará a futura noiva de Henry, e uma deusa. Se ela falhar…



"Então minhas escolhas agora eram viver para sempre ou morrer tentando".

Eu confesso que estava na maior expectativa pra ler esse livro. Eu amo mitologia grega, adoro o submundo, mas me decepcionei um pouco. Achei que ele pegou a mitologia de uma forma muito, muito superficial. Eu esperava que a mitologia fosse algo um pouco mais presente. Mas vamos lá...
A Kate é uma personagem com muito potencial. Ela é uma jovem que cresceu só podendo contar com sua mãe e ao descobrir que ela estava morrendo (sim, é de câncer e desculpem a frustração, mas parece que todo livro que eu pego tem alguém morrendo ou que já está morto de câncer). Ela não consegue sequer pensar no que fará depois que a mãe morrer. Todo seu mundo sempre girou em torno dela e ela simplesmente não tem mais ninguém com quem contar. É quando a mãe decide voltar para a cidade onde ela foi criada, que é basicamente no meio do nada.

"- Todos acreditam em você exceto você, Kate".

É lá que Kate, mesmo sem intenção de fazer quaisquer laços de amizade, acaba conhecendo e se aproximando de Ava e James. James parece ser aquele típico cara legal demais, sem muita sorte com as garotas, meio nerd e tal. Ava é o completo oposto, ela é super popular, agitada e, à princípio, um pouco falsa. Mas elas acabam se apegando uma a outra e desenvolvendo a amizade delas. O que foi um pouco inesperado pra mim, mas que eu achei legal, de qualquer forma. Quando um acidente acontece, Henry surge na vida de Kate. Ele faz coisas que durante toda sua vida ela acreditou serem impossíveis. Ele pode ressuscitar pessoas, pode se teletransportar e ele não aparenta ter mais do que alguns anos a mais que ela e ainda assim, parece muito mais velho. Ah, e claro, tudo leva a crer que ele é o senhor do Submundo.
Uma das coisas que me frustraram foi a relutância dela em acreditar no óbvio. Agora, é claro que se um maluco me aborda no meio da rua dizendo ser o papai noel eu no máximo, vou pedir para ele mandar um beijo para o Rudolf e me mandar. Mas se enquanto eu estou atravessando a rua, ele passar de trenó e levantar voo, eu diria que isso o faria muito convincente. Contando claro, que eu não me medico e nem sou alcoólatra ou drogada. Só dizendo.

"Encontre alguém que seja bom pra você e nunca o deixe partir, está bem?"

Brincadeiras à parte, Kate vê em Henry a cura da sua mãe. É então que ela aceita um trato: se Kate aceitar passar seis meses do ano com ele, pelo resto de sua vida, ele manteria sua mãe viva até que ela estivesse pronta para se despedir. Mas as coisas não são tão simples quanto ela pensa à princípio, Kate terá que enfrentar diversas provas para mostrar que é digna de ocupar a posição que está sendo oferecida à ela. E irá descobrir que vai ser muito mais difícil do que ela imaginou, nem todos desejam que ela tenha sucesso e todas as garotas que tentaram até então... Falharam.

"Não havia ninguém com quem eu teria preferido passar meu tempo, 
não importando o quanto isso machucava."

Mas o livro teve seus pontos positivos também: tem um bom ritmo - eu consegui ler em dois dias -, é bem escrito (apesar da falta de aprofundamento na mitologia, que foi uma falha grande, na minha opinião). E o relacionamento deles foi desenvolvido bem. O Henry é um fofo, fiquei com muita pena dele no começo. Ele estava completamente solitário e não tinha quaisquer perspectivas de mudar isso, mesmo que ela resolvesse ficar com ele e ajudá-lo. Ele simplesmente não acreditava que alguém pudesse amá-lo depois de tudo.
É um livro bom, pra ler se você está procurando um coisa mais leve e descontraída, com uma pitada de romance.
Apenas uma observação: nenhuma editora comprou os direitos até agora, portando, não tem qualquer previsão de lançamento no Brasil. Mas é bom pra treinar o inglês, né gente? Kk.

"Tudo muda com o tempo. É preciso apenas ter paciência."



[Filme] Divertida Mente


Divertida Mente (Inside Out) – 2015 (EUA)
Duração: 94 minutos
Gênero: animação, comédia, aventura
Direção: Pete Docter, Ronaldo Del Carmen (codiretor)
Roteiro: Pete Docter, Meg LeFauve e Josh Cooley.

Sinopse: Crescer pode ser uma jornada turbulenta, e com Riley não é diferente. Ela é retirada de sua vida no meio-oeste americano quando seu pai arruma um novo emprego em São Francisco. Como todos nós, Riley é guiada pelas emoções – Alegria (Amy Poehler), Medo (Bill Hader), Raiva (Lewis Black), Nojinho (Mindy Kaling) e Tristeza (Phyllis Smith). As emoções vivem no centro de controle dentro da mente de Riley, onde a ajudam com conselhos em sua vida cotidiana. Conforme Riley e suas emoções se esforçam para se adaptar à nova vida em São Francisco, começa uma agitação no centro de controle. Embora Alegria, a principal e mais importante emoção de Riley, tente se manter positiva, as emoções entram em conflito sobre qual a melhor maneira de viver em uma nova cidade, casa e escola.

Gente, eu tenho que confessar: ao contrário de 90% das pessoas eu não curto muito animações. Adorava quando era mais nova e tal, mas hoje em dia é MUITO difícil eu parar pra ver algum filme em desenho (a não ser anime, porque... ah, porque eu gosto. Sou estranha, o que posso fazer? :P). Mas quando assisti o trailer desse filme em fiquei em êxtase. Eu tenho muita curiosidade com qualquer coisa que fale/estude a mente, a emoção (sou louca pra fazer psicologia!). E esse filme, apesar de ser uma animação falou muito e falou bem sobre o assunto.

Para quem não assistiu:


Apesar de ser uma animação, o filme não foi infantil. Claro, tem aquele toque doce de inocência, mas sempre com aquela mensagem subentendida ali nas entrelinhas.
Ele se passa em sua maior parte na mente de Riley, que está crescendo e está naquela fase entre a infância e a adolescência. Até agora tudo tem sido consideravelmente fácil, divertido e simples, mas como todos sabemos, nada dura para sempre. Tudo começa quando seu pai consegue um novo emprego e eles se mudam para São Francisco. Assim que eles chegam na nova casa, é um choque de realidade atrás do outro para nossa pequena Riley.


Enquanto isso, na mente de Riley suas emoções vão ditando a maior parte de suas ações, como acontece com a maior parte de nós (e com mais força nessa fase). A Alegria, que se chama Amy é quem está a maior parte do tempo no controle, se esforçando para que tudo na vida de Riley seja alegre e feliz. E em sua maior parte é. Até agora.
Conforme a situação vai se infiltrando na pequena mente de Riley, a garota mesmo com a ajuda de Amy, começa a vacilar. Mas como sempre, Amy dá um jeito, tira o foco da situação e tenta se focar nas lembranças felizes e fazer com que tudo permaneça como está. Mas não se pode esconder a tristeza para sempre.
Acho que essa é uma das principais mensagens do filme. Ela está ali, você admita ou não. E chega um ponto que se você não se permite senti-la, isso acaba influenciando de forma errada as suas atitudes, te faz ficar com raiva, frustrado... Com medo. Admitir que está triste, conversar com alguém, colocar para fora... é necessário. Às vezes é preciso se permitir ficar triste e chorar, para superar e então, poder ser feliz novamente.


Recomendo o filme para todo mundo, levem seus filhos, sobrinhos, irmãos, cachorro, papagaio, periquito. Vale a pena!

[Resenha] Bela distração - Jamie McGuire

Título: Bela Distração.
Autor (a): Jamie McGuire.
Editora: Verus.

 Sinopse: Bela Distração - Cami Camlin é uma garota intensa e independente, dona do próprio nariz desde a época do ensino médio. Agora, cursando a faculdade e trabalhando como bartender no The Red Door, Cami não tem tempo para nada, até que uma viagem para visitar seu namorado é cancelada e, pela primeira vez em quase um ano, ela tem um fim de semana de folga.
Trenton Maddox era o rei da Universidade Eastern. Os caras queriam ser como ele, as mulheres queriam domá-lo. Mas, depois de um trágico acidente virar sua vida de cabeça para baixo, ele deixa o campus para lidar com a culpa esmagadora.
Um ano e meio depois, Trenton está morando com o pai e trabalhando em um estúdio de tatuagem para ajudar a pagar as contas. Justamente quando ele pensa que sua vida está voltando ao normal, nota Cami sozinha em uma mesa no Red Door.
Como a irmã mais velha de três caras de pavio curto, Cami acredita que não terá problemas para manter a amizade com Trenton no nível estritamente platônico. Mas, quando um Maddox se apaixona, é para sempre — mesmo que Cami possa ser a razão para que a já fragilizada família Maddox desmorone de vez. 
Em Bela distração, o leitor vai mergulhar novamente nas emoções do universo de Belo desastre, além de vislumbrar mais alguns momentos do casal mais amado da literatura new adult, Travis e Abby.


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Resenha
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 Esse livro já estava na minha estante fazia um tempo, e confesso que não me senti muito animada depois de ler "Desastre iminente", mas resolvi dar uma chance.
 A vida é feita de chances, e graças a esses momentos fazemos grandes descobertas.
 Camille Camlin, ou melhor, Cami tem 22 anos e trabalha para poder viver a sua independência. Filha mais velha, irmã de três rapazes e com um pai violento, Cami teve que aprender a lidar com temperamentos fortes e ainda assim, se manter firme.
 Ela divide um apartamento com Raegan, que também é sua colega de trabalho no Red Door. Quem acompanha a série que iniciou em “Belo desastre” vai recordar de algumas passagens onde Cami esteve presente.
 Trenton Maddox. Só em carregar o sobrenome Maddox isso já diz algo sobre ele. Trenton sofreu um acidente e lidar com a culpa era demais para ele, fazendo-o deixar a faculdade e voltar a morar com o pai.
 Assim como Travis, Trenton é adepto das tatuagens, e melhor do que isso, ele é tatuador no estúdio Skin Deep.
 Quando Trenton começa a investir em Cami, a garota acredita que não há nada que ele possa fazer para conquistá-la que ela já não o tenha visto colocar em prática com outras, e, além disso, Cami tem namorado. E mesmo que T.J. não seja dos namorados mais presentes do mundo, Cami entende que ele tem os seus motivos e os dois concordaram em tentar superar as dificuldades impostas pela distância.
O que Cami não poderia prever é que, após certa insistência por parte de Trenton, ela se veria presa em uma armadilha.

“- Você não faz merda de sentido nenhum. Mas eu acho que gosto disso.”

O Maddox consegue ganhar um espaço em sua vida e quando ela nota, já o considera seu melhor amigo.
 Mas como resistir a um cara tatuado que cuida de uma garotinha de cinco anos e carrega no pulso uma pulseirinha dada pela mesma porque prometeu que nunca ia tirar?

“- Sabe O que eu odeio? – perguntei. Trenton tinha desespero nos olhos.- Eu. Eu sei. Eu só... sou um idiota egoísta e inseguro.- É.- Mas eu sou um idiota egoísta, inseguro e arrependido, no frio com uma garotinha.”

 E o principal, um cara preocupado em te proteger e está sempre por perto, nos momentos bons ou ruins, mesmo que isso signifique enfrentar seu pai bêbado e seus irmãos briguentos, enquanto a pessoa com quem você deveria realmente poder contar está a quilômetros de distância.
 Em meios a cafés da manhã, tatuagens, brigas e passeios, Cami se questiona sobre no que se baseia seu relacionamento com T.J., sendo que ela tem um homem que só está esperando uma oportunidade para poder provar que ele pode realmente fazê-la feliz.
 O que torna a história mais complicada, é que não depende só de Cami fazer uma escolha, pois a sua escolha pode acarretar em mais problemas do que ela conseguiria lidar.
 A interação entre o casal é engraçada e envolvente. Os dois ficam provocando um ao outro e quando você vê, também está apaixonada pelo Trenton (e morrendo de rir).

“- Que diabos você está fazendo aqui dentro? Aqui é o banheiro feminino, seu Texas Ranger maníaco.- Você acabou de insinuar que pareço o Chuck Norris? Porque eu gostei disso.”

 Achei muito interessante porque o livro se passa ao mesmo tempo em que Belo desastre e Desastre iminente, então vemos todos os outros personagens e acompanhamos os conselhos dados pela Cami ao Travis e agora sabemos que ele deve cem pratas para ela. HAUHAUAHUAHAUHAU

 Essa imagem que encontrei no blog Crazy for romance descreve muito bem os personagens.



 Bela distração é o primeiro livro da série Irmãos Maddox lançado aqui no Brasil. O próximo será Bela redenção, que vai contar as coisas do ponto de vista do Thomas.



 Eu particularmente amo a Jamie e achei genial a ideia dela de nos mostrar um pouco mais sobre o outro lado da história a partir do ponto de vistas de outros integrantes da trama. Estou ansiosa pelos próximos e em breve farei resenha de Belo desastre, Desastre iminente e Belo casamento.



 Acho que finalmente encontrei o Maddox da minha vida.
 Trenton Maddox. <3









[Resenha] Geek Girl


Título: Geek Girl
Autor: Holly Smale
Editora: Fundamento

Sinopse: "Meu nome é Harriet Manners e sou uma geek." Harriet Manners tem 15 anos e sabe tudo... sobre quase tudo. Ela só não sabe porque ninguém na escola parece gostar dela - especialmente sua arqui-inimiga Alexa, que adora humilhá-la todos os dias. Harriet só queria que sua vida fosse diferente... Quando Nat, sua melhor amiga, a arrasta para fazer compras num evento badalado, Harriet é descoberta por uma agência de modelos. É a grande chance de recomeçar! Mas tem um pequeno detalhe: Harriet não conhece nada sobre moda. Na verdade, ela não "Dá a mínima para a moda". E, claro, tem a Nat, que é linda, fashionista e sempre quis ser modelo. Seria como roubar o sonho da sua melhor amiga, não é? Harriet decide fazer uma sessão de fotos com o famoso - e incrivelmente lindo! - Nick, mas esconde a verdade e mente para as pessoas que ama. O que ela não esperava é que no dia seguinte essas fotos fossem estar nas capas de todas as revistas de moda! Em meio a muitas confusões, Harriet descobre que ser modelo não é nada fácil... Afinal de contas, também existem "Alexas" nas passarelas. Será que Harriet vai gostar do mundo da moda? Ou melhor, será que o mundo da moda vai gostar dela? 


Há três coisas que eu amo fazer. Na verdade há mais, mas essas três coisas são as minhas favoritas. Eu amo dormir, ler e rir. E como esse livro me fez rir! Comecei a ler Geek por causa de uma resenha de uma colega de outro blog, onde eu resenho e me apaixonei. No começo achei que fosse um daqueles livros beeem nerds, mas me surpreendi bastante e morri de rir com a falta de jeito da Harriet. A Holly, levou a história bem ao estilo The Big Bang Theory e em nenhum momento baixou a qualidade, nem do humor, nem da história.


Não é segredo que Harriet é uma geek (embora, para nós, eu ache que por definição, ela seria menos Geek e mais Nerd mesmo). Na verdade fizeram questão de colocar GEEK em letras garrafais em sua mochila. Agora, você deve imaginar que Harriet é uma daquelas pessoas chatas, insuportáveis que ficam de 5 em 5 minutos recitando os elementos da tabela periódica. Não é bem assim. A Harriet é bem nerd sim, ela adora ver documentários e ela entende um pouco sobre quase tudo (vocês sabiam que pássaros azuis, não conseguem ver a cor azul? Ok, parei! Kk'), mas ela é muito... estabanada, sem jeito mesmo. Ela nunca tem má intenção, mas sempre "mete os pés pelas mãos" e ela adora fantasiar as coisas na cabeça dela sobre como tudo deveria ser, situações, diálogos e ela adora fazer planos e montar esquemas organizados sobre como proceder em determinadas situações, mas ninguém nunca age de acordo com o que ela pensa ou planeja. Tudo sempre tem alguma forma bizarra de dar errado. Como tudo na vida, ne (somos todos Harriet's!)


E quando ela vai à uma feira de roupas contra sua vontade, por insistência (coação!) de sua melhor amiga, Nat, ela acaba se metendo na maior enrascada de todas. Porque ela foi, apenas para dar uma força, para a amiga que quer a todo custo, realizar seu sonho de se tornar uma modelo e essa feira de roupas seria o lugar perfeito para começar porque supostamente teriam olheiros lá, para selecionar possíveis candidatas. Mas tudo começa a dar errado desde o início, quando Toby, amigo-perseguidor (engraçado, fofo e esporadicamente irritante) de Harriet vomita em cima delas. Elas são obrigadas a vestir os uniformes dos garotos do time de futebol e Nat não podia estar mais furiosa. Mas como desgraça pouca é bobagem, o mais improvável acontece. Ao esbarrar (e acabar) com vários standes da feira, Harriet acaba por chamar a atenção de Wilbur, que decide que ela é a modelo perfeita, a garota que ele estava procurando, seu pequeno bebê panda.


Wilbur (bur, não iam!) é excêntrico, super gay e absolutamente maravilhoso. Ele passa o livro todo chamando não só a ela, mas a quase todo mundo, de vários apelidos hilários. Ele tem aquele jeito decisivo de te obrigar a fazer as coisas sem parecer que está obrigando, porque tudo acontece tão rápido que quando acaba você nem sabe o que te atingiu, é como um verdadeiro furacão.


Harriet nunca se interessou por roupas e moda, na verdade, ela não entende nada disso, mas ela está cansada de ser humilhada e taxada de 'Geek'. Ela decide que quer se tornar alguém diferente e para isso ela resolve se transformar. E que melhor maneira de se transformar do que sendo modelo, algo ou alguém que ela jamais pensou que pudesse se tornar, mas para isso, no entanto, ela tem que mentir para duas das pessoas que mais ama. Mas seria por pouco tempo. Tipo, uns seis meses (ou para sempre, pff, pra que incomodar os outros com uma bobagem dessas?) Mas para sua surpresa, de repente, ela se torna o rosto de uma marca mundialmente famosa e colega de um dos garotos mais gatos que já existiu. 


Nick é outro personagem cheio de charme, personalidade e carisma, ele te provoca e te instiga e quando você menos espera, está querendo entrar debaixo de móveis de escritório em todos os lugares para ver se dá sorte. Ele é hilário, tem sempre uma resposta na língua e de repente Harriet tem mais de um motivo para querer deixar de ser o patinho feio e se tornar o cisne.
Mas as coisas não são tão fáceis como parecem e ela vai aprender que há coisas mais importantes do que aparência e rótulos.


E por último, mas não menos importante, gostaria de ilustrar minha reação ao terminar o livro:





 
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