Páginas

[RESENHA CINEMATOGRÁFICA] Uma Noite no Museu 3: O Segredo da Tumba


Olá caros leitores do Entre Vírgulas,

Hoje vim contar para vocês sobre a minha percepção do terceiro e último filme da franquia de Uma Noite no Museu, o primeiro filme a estrear este ano no Brasil.
O filme foi lançado no primeiro dia de janeiro, e ele possui 1h37min de duração. Foi dirigido por Shawn Levy, e tem no time do elenco além do protagonista Ben Stiller, nosso saudoso Robin Williams, o cowboy do filme Owen Wilson, entre outros atores. Distribuído pela FOX Filmes do Brasil, o filme traz a aventura de nossos personagens, já tão conhecidos, no Reino Unido, em uma viagem feita para consultar o faraó a respeito da tão importante placa mágica, que até então estava a perder seus poderes.

Pôster americano.
O filme conta com dois atores que faleceram, e deixaram sua última presença física na história cinematográfica, são estes Robin Williams, nosso presidente, e Mickey Rooney, nosso segurança. O filme os homenageia, e assim o filme é dedicado a eles.

Mickey ao lado de Robin.
Outro triste fato sobre o filme, é que teríamos um spin-off com Jedediah e Roosevelt antes da repentina morte de Robin Williams.

La e o 'Bobão'.
Se formos observar, o filme já retrata um sentimento continuo de despedida, dois grandes atores da história do cinema americano fazendo suas despedidas nesta comédia tão agradável, então por sua estrutura, o longa já possui uma carga nostálgica, e por se tratar do último filme da série, nosso presidente faz uma despedida no filme, que agora vemos que ele se despede de muito  mais além da sua vida inanimada que ganhava nas telonas.
Então, sem mais delongas, eu gostei do filme, eu gosto muito da temática de fantasia e magia, então de certo eu já sabia que gostaria do iria ver, se fossemos classifica-lo em estrelas, eu daria 3, não mais porque eu achei que faltou mais sentimento no filme, apesar de ele ter uma produção incrível e um enredo que eu acho surpreendente, não me senti vivenciando aquelas cenas, aquelas aventuras, assim acho que faltou proximidade com o espectador que estava sentado na cadeira. Faltou aquela bruma arrebatadora que nos deixa junto ao personagem, que nos faz sentir seus sentimentos e a angustia das aventuras percorridas por nosso amado segurança.
Ademais, eu gostei muito, achei que a cenografia e os efeitos especiais estavam, como sempre, muito bem detalhados e mágicos, admiro muito a perspectiva do filme de se apoderar da história, da fantasia, da arquitetura dos museus, e fazer isso tudo dançar, fazendo não só a história parecer divertida a quem a acha chata, mas divulgando também os museus pelo mundo e fazendo correr o conhecimento, muitas vezes acompanhado com o riso. Assim, se torna extremamente divertido e um ótimo passatempo, bem leve, assim como é.

Até a próxima, pessoal!


[Resenha] A Consultora teen - Patrícia Barboza


Titulo: A Consultora Teen
Autora: Patrícia Barboza
Editora: Verus
Páginas:198


Sinopse:

Thaís acabou de mudar com a família para o Rio de Janeiro e em breve vai começar as aulas em um novo colégio. Ela está ansiosa para fazer amigos e descobrir mais sobre seu vizinho Pedro, dono dos olhos verdes mais incríveis que ela já viu. Leitora assídua da revista Universo Teen, Thaís ficou tão decepcionada quando sua pergunta não foi publicada na coluna dos leitores que decidiu criar o blog Consultora Teen como um canal de comunicação com outros adolescentes. O que ela não sabia era que uma simples brincadeira de uma tarde na internet ia transformá-la na blogueira mais famosa do colégio e uma das mais populares de todo o Brasil! Com um detalhe importante: ninguém sabe que é ela quem está por trás do blog. O que poderá acontecer se esse segredo for revelado? Acompanhe a história de Thaís conforme ela enfrenta novos desafios e percebe que crescer pode parecer assustador, mas também é uma experiência gratificante e muito divertida!


       Essa é a minha primeira resenha de 2015 e claro o primeiro lido do ano. Comecei o ano com a ideia fixa de querer ler livros leves. Estou de férias, aqui no Rio estava um calor de 40 graus abraçando o sol e eu cismei que férias de Janeiro combina com livros leves, divertidos e como também estou na maratona literária de férias eu tenho que ler 10 esse mês e escolhi para começar  um nacional, A consultora Teen da escritora Patrícia Barboza.
         O livro conta a história da Thaís, uma menina de 14 anos que sempre morou em Volta Redonda e se ver obrigada a mudar para o Rio junto com a mãe, o pai e o irmão mais velho.
         A Thaís deixa sua melhor amiga Fabiana na sua cidade Natal e vem pro Rio com aquele medo que toda mudança proporciona.
          No meio dessa mudança ela acaba criando um blog com o nome Consultora Teen para responder perguntas de outras adolescentes querendo conselhos.Eles vem morar na Tijuca e como estudei anos ali me senti totalmente em casa.
        O frio que ela sente com essas mudanças de cidade, colégio, amigos , acho que todo mundo já sentiu e ela no fim consegue amadurecer.
        Esse foi meu primeiro contato com a escrita da Patrícia Barboza que já conhecia de Bienais e tal,mas que vi de perto no evento do blog A menina que comprava livros, da Raffa, no final do ano passado.
       Adorei a escrita, comecei a ler ás 13 horas e ás 16 tinha acabado o livro e a sensação que tinha era que estava ouvindo a história.Adorei os personagens e vibrei com o desenrolar da história fofa da Thaís. Se me peguntasse o que senti ao ler esse liro diria Nostalgia.
        Me vi em várias cenas na minha adolescência e até agora na faculdade, com medo da turma, com o nervoso dos garotos, das implicâncias entre irmãos (p.s. Queria ter o irmão dela no lugar do meu kk) e consegui o que de fato queria com essa minha escolha: Me divertir.. leitura leve, rápida e gostosa de uma tarde ( graças aos céus) nublada aqui no Rio.a diagramação do livro ótima, as folhas são enfeitadas com símbolos de internet, corações e balões de conversas.
         Pretendo ler os outros livros da Patrícia e prometo resenhar para vocês.
Espero que tenha gostado e recomendo a leitura.



# Livro combina com o que?



 Olá, gente!


 Depois de falar sobre um assunto mais sério no meu último post (veja aqui), hoje decidi fazer algo mais leve.

 Todos nós leitores temos algumas coisa que nos deixam mais confortáveis na hora de embarcar em uma nova história.
 Fiz uma lista das 10 coisas que em minha opinião, são as principais e espero que gostem!



1 – Doces.

 Aos que sofrem ao imaginar livros manchados, calma!

 É totalmente possível se deliciar com alguma guloseima enquanto mergulhamos em um livro. E vale tudo: Sorvete, bala, jujuba, chocolate, etc. É só escolher!


Obs de uma leitora: É só NÓS mergulharmos no livro, e não mergulharmos os livros nas guloseimas!



2 – Café.

 Eu sei que nem todos gostam (e nesse caso serve o chá, o leite quente, o achocolatado...), mas nada como uma leitura e um bom café (ou chá, ou leite quente, ou achocolatado. hahaha). Um final de semana frio, com um cobertor, uma xícara e um bom livro? Eu quero!


3 – Música.

 Nem todo mundo consegue, mas eu particularmente adoro ler um livro com uma boa música. Sinto como se estivesse assistindo a um filme, e a música é a trilha sonora (as vezes, vou mudando até encontrar uma que combine mais com o momento. HUAHAUHAUHA)


4 - Marcadores!

 Nada de usar celular, pente, ou de se perder! Marcadores estão aí para fazer a nossa alegria. Corra até uma livraria e pegue o seu, é grátis!


Obs: Se for algum legal, lembre-se dos amiguinhos aqui do E.V. que colecionam e peguem mais de um. HUAHUAHAUHAU)


5 - Caderno/ bloco de notas para anotar quotes.

 Para quem não sabe, quotes são citações, ou frases retiradas de um livro.

 Sempre quando estiver com um livro na mão, tenha algum lugar para fazer anotações por perto, ou tire uma foto. Algumas frases ou trechos valem à pena serem repassada.


6 - Um lugar confortável.

 Seja no sofá, ao ar livre, na cama, no chão ou em uma cadeira. O importante é se sentir confortável!


7 - Biblioteca/e ou livraria.

 Elas podem se tornar sua segunda e terceira casa (não necessariamente nessa ordem)!

 Se tiver dificuldade para ler com barulho, é o lugar, e se quiser apenas uma variação maior de livros para escolher, ela também se encaixa totalmente.

 Aqui no Rio de Janeiro, consigo lembrar de pelo menos uns três lugares por perto onde é possível ter uma leitura tranquila e alugar livros.

8 – Filme.
Todos nós sabemos que a maioria das adaptações não são fiéis aos livros, mas algumas vezes vale a pena parar e conferir para notar as diferenças. Você pode se surpreender. Pegue seu balde de pipoca e assista um livro ganhar vida!
 Algumas dicas: O lado bom da vida, Divergente, Orgulho e preconceito, Um amor para recordar.
9 -Conhecer gente nova.

 Aquele cara misteriosamente atraente que não fala com ninguém, aquela garota que parece extremamente superficial, mas que no fundo é alguém legal, aquela criança com poderes especiais, aquela adolescente que morreu e não sabe como seguir quando está no outro lado: Cada leitura uma nova pessoa.

 Quando começamos um livro, fazemos novos amigos, não apenas na vida real, mas com quem está dentro das páginas, também. Passamos a tentar compreender, damos conselhos, compartilhamos da dor, nos apaixonamos, odiamos, enfim, cada um deixa uma marca em nossas vidas, da mesma forma que as pessoas que conhecemos fisicamente.


10 -  Amigos leitores.
  Na fila do autógrafo ou no evento, lendo o livro ou vendo apenas a adaptação, comprando livros que possam compartilhar conosco depois, eles são extremamente necessário.
 Lendo a mesma série que você ou não (se ele não leu, você conta. Haha), roubando os amores da sua vida, compartilhando frustrações, enfim, para estar perto em todas as emoções que uma leitura pode nos trazer, amigos leitores nunca podem faltar! Eles nos entendem, eles nos completam. <3

 E você? Na sua opinião, livros combinam com o que?











[TAG] Fanfic's

Essa semana eu gostaria de falar de um hábito que eu tinha, mas que não praticava há muito tempo. Ler e escrever fanfic’s.
Acho que praticamente todo leitor hoje em dia sabe o que é fanfic, mas não me custava procurar uma definição curtinha para os iniciantes: Fanfic é a abreviação do termo em inglês fanfiction, ou seja, "ficção criada por fãs", mas que também pode ser chamada de fic. Trata-se de contos ou romances escritos por terceiros, não fazendo parte do enredo oficial dos animes, séries, mangás, livros, filmes ou história em quadrinhos a que faz referência, ou uma história inventada por eles.
Eu pessoalmente não costumo ler fanfic’s relacionadas à livros. Estranho, eu sei, mas sempre acho que vou acabar confundindo a história original. Acho que o único livro que procurei fanfic foi HP, porque não me conformava (na verdade, ainda não aceito muito, embora admita que o casal original é fofo) que a Hermione não ficasse com o Harry. Simplesmente não fazia sentido. Romione é lindo, mas Gina e Harry... Enfim, não vamos entrar num debate sobre isso, por favor kk’.


Parei!
Eu descobri as fanfic’s em 2010, graças ao anime Naruto. Eu me apaixonei pelo casal “sasusaku” e é meu maior “casal-vício” até hoje. Eu sempre detestei a personalidade da Sakura e do Sasuke, no entanto. Foi então que eu comecei a escrever. Acho que o melhor das fic’s é o quanto você consegue diversificar, tanto os casais, quanto os cenários, as faixas etárias dos personagens, etc. E o melhor é que até então para mim, escrever era algo que apenas autores profissionais faziam. Nunca tinha me passado pela cabeça que eu podia ser uma autora ou o projeto de uma kk’.
Estudantes, ninjas, personagens comuns com poderes sobrenaturais... Foi uma festa. Um mundo completamente novo. De repente eu não era mais uma espectadora. Eu estava não apenas participando, mas administrando. Eles dependiam de mim, eu estava no controle e isso fazia toda a diferença. Acho que quando criamos algo, deixamos uma parte de nós, ainda que mínima, naquela obra. E até hoje essas fic’s que eu criei, perfeitas ou imperfeitas, são meu xodó.


Acho que as fic’s começam como uma forma de protesto ou insatisfação pelo término ou desenvolvimento de uma obra que é ou teria tudo para ser fantástica. E então de repente, você dá um novo significado àquilo e ela te dá um novo significado também. Por algumas horas por dia, aquele é seu mundo.
Temos fanfic’s que são adaptações, ou seja, uma história baseada em outra história. Temos oneshot’s que são histórias de capítulos únicos, crossover’s quando juntamos personagens de histórias diferentes e os fazemos interagir entre si. É um mundo.
Temos concursos, temos desafios e especiais de Natal, dia dos namorados e ainda aquelas fic’s que dedicamos `à pessoas especiais.

Temos um livro lançado recentemente no Brasil, que era originalmente, uma fanfic:


Nós achamos que descobrimos as fanfic’s, mas muitas vezes elas é que nos descobrem. Elas nos revelam mais de nós mesmos do que jamais pensamos e muitos escritores começaram criando fanfic’s. 
E vocês? O que acham das fanfic’s?



# Proibido... Ou não?



 Boa noite, gente!
 Meu post de hoje vai ser baseado em uma conversa que tive hoje.
 Talvez algumas pessoas achem que eu esteja errada, que tenho mentalidade de velha, e talvez eu realmente tenha. Para quem não sabe, eu tenho 22 anos, mas às vezes pareço ter uns 40 em comparação a pessoas da mesma idade e principalmente com as pessoas mais novas.




 Hoje, temos uma porção de livros de vários estilos que ficam expostos em livrarias ao alcance de quem quiser pegar.
 Temos livros que visivelmente não são destinados para crianças, mas acontece que não é da mesma forma que ocorre na compra de bebidas, cigarro ou fazer apostas na loteria; Não existe nenhum tipo de classificação etária, ou regra aonde uma criança menor de idade chegue com, por exemplo, o livro "50 tons de cinza" até o caixa de uma livraria e alguém o impeça de comprar ou peça sua identidade.
 Não é engraçado? Se uma criança tentar chegar até os cinemas para assistir a esse filme, ela não vai poder entrar a menos que esteja acompanhada por alguém maior de 18 anos, mas em uma livraria nada pode impedir ela de comprar.
 Certa vez fui até um evento, e na fila para pegar o autógrafo da Jamie McGuire, eu e uma amiga acabamos conversando com duas garotas que estavam em nossa frente. Elas começaram a perguntar sobre os livros que lemos, e no meio da conversa citaram que haviam lido "50 tons de cinza" e que o acharam fraco. Meu choque de gente velha veio quando perguntei a idade das meninas e elas disseram ter 14 anos.
 Eu sei que aos 14 anos, as pessoas já têm uma noção de "onde vêm os bebês", mas CARAMBA, eu sinceramente sou careta, porque eu não concordo que uma história desse nível foi feita e deve ser lidas por pessoas com menos de 18 anos. Quando questionei sobre como os pais deixaram, elas só disseram "Eles não sabem. Li escondida."
 Pode ser preconceito da minha parte? Sim, claro que pode.
 Sei que boa parte dos blogs são feitas por pessoas com uma faixa etária a partir de 12 anos, mas eu fico extremamente chocada ao ver a facilidade com a qual as informações estão disponíveis e me pergunto se essa evolução não pode ser o que acaba mostrando a realidade cruel que temos hoje.
 Pode pesquisar, o número de menores aliciados está cada vez maior, e eu me pergunto: Uma criança que lê uma história desse tipo tem a cabeça formada para saber separar o que é real do que não é? Ela é capaz realmente de entender o que se passa? E se ela quiser se identificar com a personagem de um livro erótico, e um cara mais velho se aproximar com intenções ruins, e na mente dela, esse tal cara não possa ser o "Christian Grey" de suas vidas e não um pedófilo estuprador?
 Esse não é o único exemplo. Vejo também, livros que abordam depressão, estupro, aborto, agressão contra a mulher (onde a mulher permite isso) sendo lidos por pessoas com menos de 18 anos, e no lugar de ter uma visão crítica para debater sobre esses assuntos polêmicos, essas crianças e adolescentes simplesmente abraçam aquele livro como um amigo e diz ser o melhor livro do mundo.
 A depressão se torna banalizada. Vejo crianças e adolescentes que leram "As vantagens de ser invisível" dizer que participam de um grupo do livro, onde todos os integrantes "já sofreram depressão pelo menos uma vez na vida". Caramba, depressão é coisa séria, e se tornou uma coisa da moda. Se a pessoa está muito triste, e chora muito, ela já diz estar deprimida, mas não tem noção do que REALMENTE significa depressão.
 Não sei se você que está lendo essa postagem vai concordar comigo, mas só estou expondo a minha opinião. Acho que o problema é que a cada dia as coisas estão sendo consideradas mais “normais”. Beber, usar drogas, fazer sexo, engravidar, tudo isso dos 16 anos para baixo, já está se tornando normal na visão da muita gente, e me pergunto se estou ficando louca.
 Ainda estou me adaptando às mudanças do mundo, e gostaria de saber o que vocês acham sobre.
 Então, qual a sua opinião sobre?


 
Layout feito por Adália Sá | Não retire os créditos