“Nada parece grande coisa visto aqui de fora. Mas é basicamente isso que se consegue ao olhar algo pelo lado de fora. As pessoas, principalmente, podem ser tão diferentes do que aparentam que você nunca imaginaria o que elas guardam dentro de si. Do que são capazes. No meu caso, o que espreitava em meu interior estava tão bem escondido que nem mesmo eu tinha conhecimento.”
Como
sobreviver até o final? Até agora estou me perguntando como consegui.
Teri concluiu sua trilogia com uma maestria de
ser aplaudida de pé.
Para quem não conhece a série, Despedaçada é o
último livro da série Reiniciados.
Aqui estão as capas (todas lindas!! <333):
A série já ganhou diversos prêmios e foi publicada no Canadá, EUA, Franca, Alemanha e outros países. Aqui no Brasil, a responsável por nos trazer tão magnífica obra é a editora Farol Literário.
Em Reiniciados você conhece um governo
futurista pós revoltas, onde todos os jovens com menos de dezesseis anos que
fossem pegos em alguma espécie de ato contra o governo, seria julgado e
condenado a ser Reiniciado.
Ser Reiniciado consiste em ter um chip
plantado em seu cérebro e suas memórias apagadas. Você começa do zero, em todos os sentidos.
Após os procedimentos necessários, você é designado para uma nova família para
ter uma segunda chance.
Kyla foi Reiniciada, mas diferentes dos demais
Reiniciados, ela tem muitos questionamentos, o que a impede de seguir em frente
e aproveitar a sua “segunda chance”.
ATENÇÃO! : Se você não
leu, ainda há tempo, e felizmente, diferente do que aconteceu comigo, você tem a
sorte de já ter os três livros publicados!
Quando eu comecei a ler, tive que esperar
pacientemente os outros dois, porque ela publicou um por ano.
Em
Despedaçada, todas as pontas se conectam.
A cada capítulo lido, você vai ficando cada
vez mais surpreso com o caminho tomado pela autora.
Muitas vezes, em histórias que envolvem uma
continuação, acabamos tendo que lidar com pontas soltas que geram uma
frustração sem tamanho; Fragmentos da história que ficaram ao vento, e que
ninguém sabe te explicar o motivo.
Em outras vezes, nos esbarramos com um final
rápido, onde o autor (a) não consegue fazer com que a história tenha um final
crescente, e com isso, simplesmente tentam jogar todas as explicações de uma
única vez e o leitor que se vire para entender de onde veio tanta informação.
Com Teri não foi assim. Em todos os livros,
você vai descobrindo as coisas junto com a personagem, e quando chega ao final,
você fica tão desesperada quanto ela, e com cada nova descoberta, você fica
imaginando junto com Kyla quem ela é, e porque todas essas coisas aconteceram
com ela.
Teve momentos que Teri me tirou o ar, e que pisoteou o meu coração, mas eu a perdoo, pois nem tudo pode ser maravilhoso, mas as vezes, segundas chances são melhores do que as primeiras.
Como uma tempestade, que depois de passar e levar tudo, mostra as flores como recompensa para quem conseguiu sobreviver.
Lições que aprendi com a série:
1) As vezes, a vida nos oferece uma segunda chance, e nem sempre essa segunda chance é boa, mas por outro lado, nem sempre é ruim.
2) Nada é por acaso.






















