Páginas

Mostrando postagens com marcador resenhas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador resenhas. Mostrar todas as postagens

[Resenha] Herdeiros da Magia 1 - Filha da Ilusão


Título:  Filha da Ilusão
Autor (a): Teri Brown
Editora: Valentina

Sinopse: Ilusionista talentosa, Anna é assistente de sua mãe, a famosa médium Marguerite Van Housen, em seus shows e sessões espíritas, transitando livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920. Como filha ilegítima de Harry Houdini - ou pelo menos, é o que Marguerite alega - os passes de mágica não representam um grande desafio para a garota de 16 anos: o truque mais difícil é esconder seus verdadeiros dons da mãe oportunista. Afinal, enquanto os poderes de Marguerite não passam de uma fraude, Anna consegue realmente se comunicar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro.
Porém, à medida que os poderes de Anna vão se intensificando, ela começa a experimentar visões apavorantes que a levam a explorar as habilidades por tanto tempo escondidas. E, quando um jovem enigmático chamado Cole se muda para o apartamento do andar de baixo, apresentando Anna a uma sociedade secreta que estuda pessoas com dons semelhantes aos seus, ela começa a se perguntar se há coisas mais importantes na vida do que guardar segredos. Mas em quem ela pode, de fato, confiar?



Eu tenho que parar de frequentar a biblioteca.Ok, isso não vai acontecer. Mesmo eu tendo milhares de livros no computador/estante para ler, quando eu chego naquele lugar eu me desfaço.
Filha da ilusão foi uma delícia de ler. Apesar de ter achado o ritmo dos acontecimentos um pouco lentos – sou ansiosa – eu amei a história.
Anna é uma ilusionista, ela adora a arte do ilusionismo e gosta de se apresentar, de entreter o público com seu talento. Mas Anna não é apenas uma ilusionista. Ela tem um dom. Ela consegue captar o sentimento das pessoas através do toque. É o que chamamos de sensitiva. Ela esconde esse dom a sete chaves, porque ela sempre teve esse pressentimento de que coisas ruins aconteceriam se as pessoas descobrissem. Especialmente sua mãe.


Depois de se mudarem bastante e passarem por muitas aventuras, incluindo fugas constantes da cadeia, Anna e sua mãe finalmente conseguem se estabelecer, porém Anna ainda tem medo de que as sessões espíritas que fazem clandestinamente possam acabar com tudo que estão tentando construir. A mãe de Anna sempre muito ambiciosa cria truques para ganhar dinheiro em cima de pessoas que acabaram de perder entes queridos, fingindo poder se conectar com essas pessoas do outro lado e transmitir mensagens aos entes queridos. Obviamente a mãe de Anna não passa de uma farsante, porém, conforme os poderes de Anna aumentam, ela consegue fazer o que sua mãe não pode, falar com os mortos. E não só isso. Anna geralmente tinha algumas visões sobre incidentes aleatórios, como o acidente com o Titanic, mas nada muito frequente. Agora, porém, ela vem tendo uma visão recorrente de sua mãe correndo perigo e de si mesma se afogando.


Anna fica ainda mais preocupada porque tudo o que ela quer é ter uma vida normal, ou o mais normal que puder, considerando seu ofício.
Então conhecemos o lindo e tímido Cole. Ele é um fofo. A aura dele distinta de cavalheiro, muitas vezes sério, altivo, me lembrou muito o Mr. Darcy. E o que eu achei mais legal é que o livro tem romance, mas ele não é o foco, e transcorre naturalmente. Ela quer se abrir com ele, mas tem medo porque sabe que ele esconde coisas dela.
Também conhecemos o Sr. Darby que é um parente distante de Colin, que no começo parece bem ranzinza, mas no decorrer da história você passa a amá-lo também porque vê como ele se importa com a Anna. Ele é um inventor, que só consegue inventar coisas que já existem, mas que acaba ajudando bastante nossa protagonista.


Conforme o livro vai transcorrendo ficamos mais apreensivos. Anna descobre que sua visão pode ser algo imutável e passa a vigiar sua mãe de perto. Sua mãe (muitas vezes eu me perguntei se ela não tinha algum distúrbio de personalidade múltipla) com suas mudanças bruscas de humor tornam a tarefa mais difícil e por diversas vezes parece competir com Anna. Às vezes ela agia como mãe, outras vezes como adversária e mesmo quando o livro acaba você fica na dúvida sobre como diabos essa mulher é realmente. Possivelmente ela seja a junção de todas essas facetas, mas por mil vezes eu fiquei: “Cara, larga ela e vai embora. Leva o Colin *-*”  kk’.


Algumas vezes achei que ela foi muito burra por não abrir logo o jogo, mas fico imaginando que quando se passa a vida inteira escondendo algo com medo do que essa revelação pode trazer, deve ser realmente difícil saber em quem confiar ou não.


Variações da capa:




[Resenha] - Perdendo-me - Cora



Livro: Perdendo-me
Autor (a): Cora Carmack
Editora: Novo Conceito

Sinopse: VIRGINDADE. Bliss Edwards vai se formar na faculdade e ainda tem a sua. Chateada por ser a única virgem da turma, ela decide que o único jeito de lidar com o problema é perdê-lo da maneira mais rápida e simples possível com uma noite de sexo casual.
Tudo se complica quando, usando a mais esfarrapada das desculpas, ela abandona um cara charmosíssimo em sua própria cama. Como se isso não fosse suficientemente embaraçoso, Bliss chega à faculdade para a primeira aula do último semestre e... adivinhe quem ela encontra?


cd

Resenha
ba


 Ministério dos leitores adverte: Ler esse livro pode fazer com que você comece a rir do nada dentro de um ônibus, e caso a pessoa olhe para a capa do livro que você está lendo ela vai te achar realmente desequilibrado (a).

 Quando vi a capa de “Perdendo-me” pela primeira vez, logo descartei a leitura. Não tenho nada contra quem gosta, mas eu particularmente não sou muito fã de uma coisa estilo “Cinquenta tons de cinza”.
 Foi em um dos eventos literários que eu costumo ir, juntamente com uma resenha do blog Paradise Books (um dos meus blogs favoritos *-*) que me fizeram mudar de ideia.
 Após a mudança de ideia, ganhei o livro o livro de uma outra blogueira aqui do E.V., a Amanda e aí veio a maratona literária #EuTôDeFérias. Ou seja, tudo se encaixou! HUAHUAHAUHAU
 Enfim, agora vamos lá.
 Primeiramente, sobre a maratona: Eu tinha escolhido "Um caso perdido" para ser o primeiro, mas no decorrer da leitura, percebi que esse livro vai ser um daqueles que quando se termina, é preciso um tempo para poder aceitar todos os acontecimentos, e quando se está participando de uma maratona, não há tempo para ressaca literária.
 Bliss é uma estudante de 22 anos do curso de teatro, e em um momento de desvaneio/frustração, ela conta que é virgem para sua melhor amiga, Kelsey.
 Não podendo acreditar e muito menos aceitar tal fato, Kelsey então decide que elas vão sair para encontrar alguém que possa ajudar Bliss a resolver o seu “problema”.
 Após arrastar Bliss para um bar, elas começam a analisar as opções, e quando a frustração assume o controle, Bliss diz que vai ao banheiro para pensar em uma forma de fazer Kelsey mudar de ideia sobre seu plano. E é aí que ela encontra Garrick (não no banheiro, ok? No caminho. HUAHAUHAUAHUAH).
 Garrick está lendo Shakespeare. Sim, ele está lendo Shakespeare em um bar. Um cara super gato lendo Shakespeare em um bar. 
 A primeira impressão que Bliss tem, é de que ele estava fingindo ler como uma forma de atrair mulheres, e com um comentário, eles acabam iniciando uma conversa.



“— Se essa é a sua tática para pegar garotas, eu sugeriria ir para um lugar com um pouco mais de fluxo.”



 Após avisar a Kelsey que ela havia encontrado um cara perfeito para resolver seu problema, Bliss parte com Garrick para a casa dele, e acaba descobrindo que ele mora no mesmo condomínio que ela.
 Então, após sua noite de quase sexo, que foi interrompida após Bliss lembrar que tinha que buscar sua gata imaginária em uma veterinária que atende 24 horas por dia, ela sai correndo, deixando um cara gato, maravilhoso, com sotaque britânico nu em sua cama, mas o que ela jamais poderia imaginar era que infelizmente/felizmente as coincidências não haviam parado na parte em que eles moravam no mesmo condomínio.
 É uma leitura engraçada e leve. 
 Eu particularmente adorei, e recomendo.
 "Perdendo-me" é o primeiro livro de uma trilogia. Os próximos livros serão falando sobre os dois melhores amigos de Bliss; um para o Cade ( <3 ) e um para a Kelsey.

 Já comecei a segundo livro da maratona. 
 Até a próxima!






                                                                           


[Resenha] Homens, Mulheres & Filhos

Título: Homens, Mulheres & Filhos
Autor: Chad Kultgen
Editora: Record
Sinopse: A melhor obra de ficção já escrita sobre a sexualidade de adolescentes e adultos em tempos de Internet. O autor cria uma rede de personagens que levam vidas comuns e aparentemente normais, mas, no fundo, repletas de neuroses, fraquezas, pudores, perversões, inseguranças, ingenuidades, e cujo comportamento é influenciado diretamente pela mídia e pelo mundo virtual.

O filho obcecado por videogames, a adolescente com mania de magreza, a mãe superprotetora, a filha rebelde, o jovem deprimido, a esposa que não se sente mais desejada, o marido que foi abandonado pela mulher, o pai viciado em pornografia on-line  – neste livro fantástico existe um personagem para cada um de nós. 



E aí galera, tudo bem? Minha postagem vai ser sobre esse livro maravilhoso que eu acabei de ler. Eu estava passando por um momento em que nada me prendia, até que me falaram que esse livro era sensacional. De início, não dei nada por ele pois não faz o meu tipo de leitura. Quando abri na primeira página, recebi o choque e não consegui soltar mais. 
Vamos lá, o livro envolve cinco famílias aparentemente normais, mas cada uma com seu problema. Tim Money é um garoto que ama World Of Warcraft, um RPG online, seus pais se separaram recentemente, sua mãe saiu da cidade e a relação com o seu pai só ia de mal a pior. 
Brandy tem uma mãe que é super protetora e tem certeza que a internet é uma ameaça para sua família, o que a faz inspecionar todas as contas em redes sociais, instalar rastreador no celular da filha, inspeções surpresas no computador e outras neuroses como essas. 
Hannah e sua mãe são obcecadas por fama, a ponto de fazer qualquer coisa por isso, como criar um site de fotos para a filha como intenção de divulgação e acaba com o retorno de possíveis tarados sexualmente por Hannah e mesmo assim Dawn,sua mãe, não cancela o site por causa do dinheiro extra que ganha.
Chris tem vícios em pornôs curiosos como humilhação à mulheres até a submissão de homens à mulheres. Seu pai, Don, não consegue mais sexo no casamento e vai à procura de se satisfazer de outro jeito, assim como a mulher dele, mãe de Chris.
Allison Doss sofre de anorexia. Sua família está um pouco acima do peso e a mãe trabalha em uma loja de tortas, não resistindo à tentação de comer, ela resolve experimentar a bulimia e se submete as vontades de um garoto que a ignorou quando era gordinha.
Danny Vance é o quarterback do time de futebol americano da escola, namora Brooke que insiste em transar com ele só por causa da competitividade. 
Lembrando que os filhos não passam da idade de 14 anos, ainda estão no ensino fundamental e já existe uma competição sobre quem transa primeiro que quem. 
Apesar da linguagem e a maneira como o autor aborda os fatos, parecendo um "Cinquenta Tons De Cinza" , o livro fala sobre o que acontece quando não nos comunicamos, quando fazemos questão de esconder nossos sentimentos. Quando alguns tentam ser a pessoa perfeita apesar de todos os problemas. Relata fatos que acontecem na nossa sociedade e que ninguém para e pensa um pouco sobre isso, em como podemos mudar.

Neste livro não existe nenhuma missão a ser realizada, nenhum problema que um heroi precisa enfrentar e nenhuma espécie sobrenatural. O que eu li, foi o que a nossa sociedade enfrenta hoje em dia, ainda mais com o avanço tecnológico. Cenas chocantes demais me faziam fechar o livro e refletir sobre o que estava acontecendo e pensar que realmente existem coisas assim, como uma criança de 12 anos preocupada em ser a primeira do colégio a transar.  


Então eu acho que o livro merece ser lido, super indico só pelo assunto. E indico ainda mais por causa do filme que vem por aí amanhã (04/12).

O elenco conta com Ansel Elgort, Adam Sandley e Jennifer Garner. 
Dá uma olhadinha no trailer que está maravilhoso.





Então, o livro e esse trailer merecem Virgulinas infinitas. Espero que o filme não me decepcione, assim que eu assistir coloco o que achei aqui. 








[Resenha] Longe Demais


Título: Longe demais
Autor (a): Jennifer Echols
Editora: Pandorga

Sinopse: Tudo o que Meg sempre quis foi fugir. Fugir do colégio. Fugir da sua pacata cidade. Fugir de seus pais, que pareciam determinados a mantê-la presa em uma vida sem futuro. Mas, em uma noite louca envolvendo trilhos de ferrovia proibidos e desafiadores, ela vai longe demais... e quase não consegue voltar. 
John escolheu ficar. Para impor o cumprimento das leis. Para servir e proteger. Ele desdenha a rebeldia infantil e quer ensinar a Meg uma lição que ela não esquecerá tão cedo. Mas Meg o leva ao limite ao questionar tudo o que ele aprendeu na academia de polícia. E quando ele a pressiona para saber por que ela não se prende a nada, a resposta os levará a um caminho sem volta...




 Bem, vou começar dizendo que esse não era meu plano de leitura no momento, mas desde o dia em que o comprei ele vem me chamando. Li em um dia.
O que me chamou a atenção de cara, admito, foi a capa. Ela é, sem dúvida, uma obra de arte em design, pelo menos pra mim. E depois de ler o livro, eu vejo que o designer soube capturar a essência dele. Olhando de longe, eles são um lindo casal jovem e apaixonado. Sabendo a história, eles são um lindo casal jovem e apaixonado que passaram por muita coisa antes de se encontrarem e... reaprenderem a viver.
Posso dizer que houve falhas. A revisão estava muito ruim, erros que eu notei e que com uma história tão boa, teriam passado despercebidos se tivessem sido menores. E também achei a sinopse um pouco pobre. Tive a impressão de que a Meg fosse mais uma menina mimada, que conheceria um cara maduro, que lhe daria uma lição de vida e a tornaria uma pessoa adulta. Mas a verdade é que os dois se ensinaram. Os dois aprenderam um com o outro. Também achei Meg um pouco insegura demais em determinadas situações que, sinceramente, eram meio óbvias demais, a margem de um erro de interpretação em algumas alturas era simplesmente quase nula, mas ainda assim ela ficava naquele “Será?”.  Mas ignorando essas falhas, é uma história ótima que me surpreendeu e trouxe três reações distintas.
A minha primeira reação ao começar a ler esse livro foi: “Ai, meu Deus. Pedofilia não – consentida, mas ainda assim -, pedofilia não! Por que eu pensei nisso? A Meg age como uma rebelde sem causa, uma criadora de problemas. Até que é pega infringindo a lei pelo policial John. Por quem ela sente uma, quase imediata, atração. Exceto que ela pensa que John tem quarenta anos e é casado com uma mulher bonita que fica em casa esperando ele com os filhos, enquanto assa bolo de frutas. Sim, ela é dessas que fica criando cenários imaginários, adorei.


Mas, na verdade o nosso policial John que é tão gato e bravo, na verdade não tem quarenta anos. Ele não é casado e muito menos tem filhos.Ele fica revoltado ao encontrar os jovens chapados na ferrovia, e resolve fazer pressão para que eles tenham medidas disciplinares adequadas, que aprendam a lição. É assim que Meg é obrigada a passar mais tempo com John, acompanhando as rondas e a rotina do policial.
Com os planos de férias destruídos, Meg está furiosa com John, mas tenta cooperar da forma que pode, para que aquilo passe o mais rápido possível. Poderia ser pior, ela poderia ter que ir a um tribunal, passar por um inquérito. Ao invés disso vai passear com um policial gatinho por aí e no final escrever algum projeto que beneficie a cidade e ajude os jovens a “entrarem na linha”.



A minha segunda reação foi: “Que fofo!” Depois das rondas começarem, eles encontram um ponto de equilíbrio, começam a se entrosar, flertar, tudo muito “Oh, meu Deus, porque um John não aparece assim na minha vida?!” - Imagina a delícia que seria isso acontecendo aqui no Brasil? - Enfim, Meg descobre que John tem na verdade, dezenove anos, não tem mulher ou filhos e começa a desconfiar que a atração que sente por ele é mutua.



Mas acontece que John acha que Meg precisa de uma lição. Ela precisa entrar nos eixos, por assim dizer. Ela deve entender que a vida não é só fazer sexo sem compromisso com qualquer idiota por aí e que ficar chapada em um lugar onde um trem pode passar a qualquer momento não é uma ideia muito brilhante. Só que John não sabe tanto quanto pensa sobre Meg. Por que Meg tem esse pânico de estar presa a alguém ou qualquer coisa?  O que deu início a claustrofobia dela?
Por fim, minha terceira e última reação foi: “Forte!” Muitos de nós passamos por vários tipos de problemas todos os dias. Todos nós sabemos que não somos imortais, mas raramente pensamos realmente sobre isso, até que algo nos força a pensar. Longe demais no início me pareceu uma história bem “Adolescentesca”, mas com o passar do livro ela se tornou uma história sobre vida. Uma história sobre cura. Como coisas ruins acontecem, mas é sua escolha se aquilo vai se tornar o centro da sua vida, se vai dominar você e tudo o que você fizer ou se vai ser algo a ser superado e deixado para trás. Enfrentar ou fugir? Ficar ou partir? O que isso significa para cada um deles?
Ele queria ficar porque tinha se prendido àquela cidade, ao fardo que assumiu para si mesmo. Ela queria partir porque não aguentava mais se sentir presa aquele mesmo lugar, as mesmas pessoas, a mesma vida. Ela estava livre, mas ainda se sentia presa.


Agora: Por que é tão importante para ele ficar na cidade? Por que ela sentia tanta necessidade de fugir de tudo e de todos? Boa sorte para vocês, tentando descobrir!



Jennifer Echols me decepcionou em “Como fui esquecer você”, admito. Esperei muito mais e achei decepcionante. Ela não me decepcionou em “Longe demais”. 
Pra quem quiser, aqui tem o link da Playlist que eu fiz do livro, é só clicar.
Boas leituras!




[Resenha] Louca para casar


Título: Louca para casar
Autor (a): Madeleine Wickham
Editora: Record

Sinopse: Milly está a quatro dias de um casamento digno de contos de fada com Simon, um jovem rico por quem é perdidamente apaixonada. É a cerimônia mais aguardada do ano pela alta sociedade, mas um detalhe pode pôr tudo a perder. Dez anos antes, Milly se casou com um amigo americano gay para que ele vivesse na Inglaterra com o parceiro, mas logo ambos perderam o contato e nunca se divorciaram. Tudo permaneceria em segredo se não fosse a chegada de Alexander, o fotógrafo, que por acaso também presenciou a primeira união. Agora ela terá que correr contra o tempo para encontrar o “marido” e obter o divórcio antes que todos descubram que a noiva, na verdade, já é casada.







Como começar? Essa foi uma leitura cheia de contradições. Eu sempre tento ser o mais sincera que posso nas resenhas que eu faço, então farei o mesmo com essa. Não achei “Louca para casar” um livro ótimo de início. Na verdade, a princípio me frustrei com o ritmo que achei lento demais e com a personagem principal que me pareceu meio avoada e sem personalidade.
Como todos sabem, eu acho, Madeleine Wickham é um pseudônimo da autora Sophie Kinsella. Mas eu sinto como se fossem duas autoras completamente diferentes. Sophie Kinsella me diverte e eu morro de rir com seu senso de humor e situações as quais ela submete seus personagens. Madeleine Wickham tem um ritmo mais lento, porém com uma profundidade que me surpreendeu. E até me emocionou em algumas partes.


Agora o que mudou no decorrer do livro? Temos como personagens principais Milly e Simon. Os dois parecem o típico casal fofinho que se ama e se dão super bem. Por fora, aparentemente perfeito. Só que Milly não é tão intelectual quanto ela aparenta ou tão sofisticada. Ela gosta de novelas. Ela gosta de ficar a vontade em casa, usar meias velhas e jeans. Mas para Simon ela sempre se esforça em ser mais do que realmente é. Nem sempre ele sabe como ela realmente se sente ou a conhece tão bem quanto imagina, mas até aí todo casal tem um pouco disso de querer ser melhor na frente do outro, como se esses pequenos defeitos fossem minar qualquer sentimento que nutrisse um pelo outro, afinal, o amor frequentemente vem acompanhado do medo da perda. Mas essas não foram as únicas coisas que Milly escondeu. Ela também escondeu que se casou há dez anos, com um amigo gay (Allan) que ela conheceu na faculdade para que ele pudesse conseguir um visto e ficar com o amor da vida dele. E ela nunca se preocupou em verificar se os tramites do divórcio foram realmente finalizados. Ou seja, para todos os efeitos, Milly já é casada.


Assim como Milly tem os seus defeitos, Simon tem os dele. Ele guarda uma mágoa profunda do pai, que abandonou a sua mãe e a ele quando ainda era pequeno e passou anos ignorando a sua existência. Até que aos dezoito anos, quando sua mãe faleceu, seu pai apareceu no hospital e repentinamente, começou a tentar agir como um pai. Só que depois de anos guardando rancor, Simon não conseguiu perdoar e em tudo o que faz, ele tenta ser melhor que seu pai. Inclusive em seu casamento, talvez principalmente, em seu casamento.


Mas apesar dessas “pequenas coisinhas” é nítido o sentimento deles um pelo outro. Eles são fofos. Ela sabe como o distrair quando ele está irritado. Ele sabe como fazer com que ela se sinta querida, necessária na vida dele.


Em contrapartida estão Allan e Ruppert. Eles se amam muito. É aquele tipo de casal que tem sincronia em tudo o que fazem. Eles quebraram meu coração. Mas eu não vou dar detalhes (leiam!).
Em meio a toda a correria do casamento, os pais de Milly  ficam ainda mais distantes e o casamento deles vai de mal a pior. A mãe, um tanto quanto muito superficial, tenta fingir que não há problema algum e se joga de cabeça nos preparativos do casamento, orgulhosa porque agora a filha fará parte da alta sociedade. Isobel, irmã de Milly, descobre que está grávida e se sente completamente perdida. E agora o fotógrafo que fará as fotos do casamento reconhece Milly de dez anos atrás e começa a ameaçar contar que Milly já é casada.


Agora Milly terá que correr para encontrar Allan, que ela não vê praticamente desde o dia do casamento, para se certificar de que está realmente divorciada. Isobel terá que decidir se realmente quer ter a criança ou se fará um aborto. Simon tem que superar essa competitividade absurda, beirando a obsessão, de superar o pai. E Ruppert terá que encarar o passado para ajudar Milly, por mais que não queira ele deve isso a ela, mas isso poderá lhe custar toda a vida que construiu para si e terá que enfrentar um passado que ele pensava já ter deixado para trás.


Essa história começou com uma mulher um pouco tonta, um pouco ingênua, com uma história do passado mal resolvida que volta para lhe assombrar e um homem perdido que tem tanta necessidade de afeto paterno que faz de tudo para demonstrar justamente o contrário e que não tem consciência de que precisa superar esses ressentimentos se realmente não quiser cometer os mesmos erros que aquele a quem tanto despreza, cometeu há anos atrás. Essa história se tornou uma história sobre amor, arrependimento, perdão e recomeços. Porque não importa o quanto você tente deixar algo inacabado para trás, o quanto você repita uma e outra vez que aquilo já passou e não faz mais parte da sua vida, uma hora isso voltará quando você menos esperar.







[Resenha] - Bloodlines 1 - Richelle Mead





Título: Laços de Sangue
Autor (a): Richelle Mead
Editora: Seguinte

Sinopse: Sydney estava encrencada. Em sua última missão, ela tinha ajudado a dampira Rose Hathaway a escapar da prisão, e essa aliança foi considerada uma traição grave, já que vampiros e dampiros são criaturas terríveis e antinaturais, ameaças àqueles que os alquimistas devem proteger - os humanos. Com sua lealdade colocada em questão, Sydney se sente obrigada a voluntariar-se para uma tarefa nada agradável - ajudar a esconder Jill Dragomir, uma princesa vampira que está sendo perseguida por rebeldes que querem o poder. Caso ela seja capturada e assassinada, a rainha Lissa ficará sem nenhum parente vivo e, como manda a lei, terá de abdicar do trono - o que culminará numa guerra civil tão sangrenta no mundo dos vampiros que certamente afetará a humanidade. Assim, pelo bem dos humanos, Sydney aceita se disfarçar de estudante e passa a conviver diariamente com Jill e seu guardião Eddie, quando os três são matriculados como irmãos no último lugar em que qualquer um procuraria a realeza dos vampiros - a Escola Preparatória Amberwood, em Palm Springs, na Califórnia. Mas entre uma pizza e outra, entre um jogo de minigolfe e uma conversa sobre garotos, ela começa a ter a sensação de que talvez esses seres estranhos não sejam tão maus assim, principalmente Adrian, um vampiro muito próximo de Jill que desperta os sentimentos mais contraditórios - e proibidos - em Sydney... O problema é que além de refletir sobre suas convicções e se preocupar com o seu coração, que anda acelerando mais do que deveria, a garota terá de encarar outros inconvenientes um pouco mais graves, como as tatuagens que viraram febre entre os alunos da escola e que parecem conferir poderes sobrenaturais a quem as usa. De que ingredientes elas eram feitas? Quem estaria por trás disso? Será que havia algum alquimista traidor entre eles? Caberá a Sidney resolver todos esses mistérios e garantir a paz entre os humanos antes que seja tarde demais.







Olá, pessoas! Estou aqui hoje com uma das séries que se tornaram meu xodó esse ano, junto com “A Desconstrução de Mara Dyer” e “Lux”. Essa série é Bloodlines. A série Bloodlines é um spin-off – para quem não sabe, spin off é uma  obra narrativa derivada de uma ou mais obras. Basicamente, a diferença de um spin-off  para uma obra original é que ele se concentra, mais detalhadamente, em apenas um aspecto, como um tema específico, personagem ou evento  da série Vampire Academy, V.A foi um dos meus primeiros vícios literários, junto com Anita Blake. A trama é muito bem bolada e mesmo que a versão cinematográfica contradiga, é uma série maravilhosa que vale muito a pena ter em casa.
Para quem leu V.A., Bloodlines é como voltar para casa depois de um longo período de férias. Quem não leu Vampire Academy pode se sentir meio perdido sobre alguns eventos citados na trama, portanto, eu recomendaria ler Vampire Academy primeiro. Mas é optativo.
Sidney é uma alquimista. Seu dever é manter separados o reino das criaturas sobrenaturais – vampiros, dampiros e strigois – do nosso mundo, ou o mundo como o conhecemos. Após ser coagida a ajudar uma dampira a escapar das autoridades “vampirescas”, Sidney acaba sofrendo uma séria repreensão de seu pai e dos seus superiores alquimistas. Agora ela sabe que apenas mais um erro pode levá-la a sofrer mais do que apenas algumas repreensões, pode levá-la a perder tudo pelo que ela trabalhou.



A chegada de uma missão envolvendo a proteção de Jill, a jovem e recém descoberta irmã da rainha vampira, vai mudar tudo. Ela se vê tendo que se voluntariar a conviver com uma das criaturas a que fora ensinada toda vida a temer e a repudiar como um ser antinatural, se ela não o fizesse sua irmã teria que tomar o lugar dela. Sidney não queria que ela tivesse a mesma vida que a sua. Ela sempre quis estudar e aprender mais, mas seu pai não permitira seu ingresso à faculdade, uma vez que ela já sabia tudo o que uma alquimista precisava saber.
Tendo sempre que se submeter à vontade dos outros, Sidney agora vem aprendendo mais sobre a vida que ela tem e sobre a vida que ela quer ter e ela precisará de coragem para enfrentar os desafios que acompanham esse conhecimento. Sidney terá que lutar para ser ela mesma, mas antes ela terá que descobrir que ela realmente é.










Somado a todos os perigos e aventuras, vem Adrian. Adrian teve seu coração partido pela dampira Rose Hathaway e agora está juntando os cacos. Ou se quebrando ainda mais. Em meio a bebedeiras, episódios cheios de ironia e sarcasmo, Adrian vai confundir e fazer com que Sidney repense os conceitos pré-concebidos que ela tem sobre o que foi ensinada sobre os vampiros e seu mundo. Afinal, a traição pode vir de onde menos esperamos independentemente de espécies.















Assim como em Vampire Academy, Bloodlines vem com tudo para se tornar uma das séries mais viciantes. Vamos ler os próximos e esperar que sejam ainda melhores que os anteriores!




Próximas leituras:








Resenha - Inferno - Meg Cabot


Livro: Inferno
Autor (a): Meg Cabot
Editora: Galera Record

Sinopse: Pierce Oliviera está em um lugar entre o paraíso e o inferno. Um castelo turvo e mal iluminado, de onde pode ver os espíritos dos mortos, prontos para embarcar em sua viagem derradeira. Mas não está lá por escolha própria: John Hayden, senhor do Mundo Inferior, está lhe mantendo lá. Para seu próprio bem, ele diz: para protegê-la das Fúrias que desejam vingar-se dele. 
Mesmo que esteja lá, seus entes queridos não estão. E isso pode acabar custando caro para ambos. Mas John afirma que não pode deixá-la sair. Será que ela deveria confiar em sua palavra?



cd
Resenha
ba

 Como prometido, aqui estou!
 Vou tentar fazer a resenha da melhor forma possível, sem deixar nenhum spoiler para vocês.
 Inferno é o segundo livro da trilogia da série Abandono (para quem ainda não viu a resenha do primeiro livro, clique aqui).
 Após muitos acontecimentos no primeiro livro, Pierce Oliviera agora vive no Mundo inferior junto com John.
 Sua estadia, mesmo que contra a sua vontade, vai ajudá-la a compreender melhor o passado desse ser tão misterioso por quem, mesmo que ela relute admitir, havia se apaixonado há muito tempo.

 Nessa fase da história, Pierce se vê divida entre aceitar a proteção de John e em se preocupar com o bem estar de sua família. Afinal, o que sua mãe estaria sentindo ao ver que sua única filha desapareceu? E ainda, como ela poderia ficar tranquila, sabendo que haviam Fúrias tão perto de sua família que poderiam atacar sem nem ao menos levantar suspeitas?

- Então essa é a diferença entre nós – respondeu ele. Dava para ver que estava tentando agir como se não se importasse, mas havia uma dor em seus olhos que nenhum sarcasmo podia esconder. – Eu gostaria de viver neste lugar para sempre se isso significasse viver ao seu lado. E apesar de saber que isso significa que um de nós não é exatamente racional, parece que estou conseguindo o que quero. Então recomendo que você se acostume com a ideia, Pierce, e aprenda a viver com isso. “E comigo.”

 John tenta de todas as formas fazer com que ela se sinta da melhor forma possível, dentro das circunstâncias. Ele tenta deixar seu lado sombrio um pouco de lado para conquistar a confiança de Pierce, mas teme que ao descobrir os motivos que fizeram com que ele se tornasse o rei do Mundo Inferior, ela o deixe novamente.
 Na intenção de demonstrar a Pierce que ele faria qualquer coisa por ela, John aceita levá-la de volta ao seu mundo, apenas para que ela possa se depedir de sua mãe e ter certeza de que tudo está bem com seu primo, Alex.
 Essa visita acaba mostrando o quanto as Fúrias querem ver Pierce morta de uma vez por todas, e de quebra presenteia o Mundo Inferior com mais dois visitantes inesperados.
 O final me deixou tipo "O QUÊ?! COMO ASSIM?! CADÊ AS OUTRAS PÁGINAS!". HUHAUHAUHUAH
 Na continuação da história, conhecemos também a tripulação de John e os piratas só ganham mais pontos comigo. <3
 Gostei bastante, e quero ver como a Meg pretende finalizar essa trilogia. Só espero que ela o faça logo, porque eu NECESSITO saber o que acontece.


 Até a próxima!










 
Layout feito por Adália Sá | Não retire os créditos