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[Resenha] Amor em Jogo

Título: Amor em Jogo
Autor (a): Simone Elkeles
Editora: Globo Livros
Sinopse: Amor em Jogo - Ashtyn Parker já está acostumada a ser abandonada, e aprendeu a não se deixar envolver demais em nenhum relacionamento. Quando sua irmã mais velha volta para casa, depois de dez anos, com um enteado a tiracolo, ela não quer saber de nenhum dos dois. O que Ashtyn não esperava é que o tal garoto mal-encarado e sem nenhum limite seria também... Irresistível.

Depois de ser expulso do colégio interno em que estudava, Derek Fitzpatrick não teve outra escolha senão ir morar com a esposa de vinte e poucos anos de seu pai, que está viajando pela Marinha. Além de ter que aturar a madrasta, ele recebe a notícia de será obrigado a se mudar da Califórnia para sua cidade natal, Illinois. A vida não tinha mesmo como ficar pior...

Ashtyn se esconde atrás de uma fantasia da vida perfeita: boa aluna, a única menina – e capitã! – do time de futebol americano da escola e namorada do quarterback promissor. Tudo parecia um conto de fadas. Ainda assim, ela se sente deslocada, e tem um plano para deixar tudo pra trás e correr em busca da bolsa de estudos em alguma faculdade bem longe de sua vida atual.

Tudo o que Derek menos quer é participar de mais um drama familiar – já bastam os seus. Agora, ele se vê preso a uma casa estranha, com pessoas que não conhece e em uma cidade bem diferente do que está acostumado. O que ele não esperava era que aquela garota briguenta e fã de junk food seria capaz de mexer tanto com seus sentimentos. Ainda mais ele, tão acostumado a descartar meninas por aí.

Para azar – ou sorte!? – de Ashtyn e Derek, o destino ainda guarda mais uma reviravolta na manga. Mesmo com hábitos, ideias e sonhos completamente opostos, um desejo incontrolável surge entre os dois e, juntos, eles enfrentarão o desafio de vencer os preconceitos e os tabus da cidade em que vivem, além de seus próprios medos, para se entregarem completamente a uma paixão avassaladora.




“Todo mundo tem um propósito na vida, ele me disse uma vez. – Encontrar o seu é crucial para saber quem você é e o que você quer ser.”


Amor em Jogo começou meio devagar, mas depois que tomou o ritmo ele ficou muito bom. Ele é divertido e é ótimo para relaxar depois de tantos livros tensos, cheios de moral e situações intensas. Derek é um cara que leva a vida do seu jeito e não dá a mínima para o que os outros pensam a seu respeito, ele está na vida a passeio e a principal preocupação dele é curtir ao máximo cada dia. E é numa dessas que ele acaba expulso do colégio e forçado a se mudar com a madrasta para a casa do pai da moça, com quem ela não se dá muito bem e que ela não vê desde os dezoito anos, quando saiu de casa.
O clima fica meio tenso no início porque a família guarda muita mágoa do abandono dela, especialmente, a irmã mais nova Ashtyn. Logo no começo temos uma situação hilária envolvendo um barracão e uma tentativa de assassinato. Mentira, a Ashtyn não tentou matá-lo, só ferir gravemente kk’.


“- Você não tem uma bola esquerda, Ashtyn.


- É, bem, você está agindo como se você também não tivesse.”


A partir daí os dois começam uma disputa, quem irrita mais quem, enquanto tentam mascarar a atração crescente que começam a sentir um pelo outro.
Eles acabam aprendendo muito e encontram força um no outro já que os dois não conseguem deixar o passado para trás e, ainda sofrem com a ausência dos pais.


“Acho que ter esperança é melhor do que desistir e pensar que a vida vai ser uma droga para sempre.”


Uma das coisas que eu amei nesse livro é que a Ashtyn não é aquela mocinha bobinha que está esperando por um príncipe ao resgate. Não. Ela é perfeitamente capaz de resgatar a si mesma e deixa isso bem claro desde o início e é uma das coisas que mais atrai Derek, que admira a força dela. Os colegas de time de Ashtyn a adoram o que é muito raro você ter tantos garotos que aprovam e apoiam ter uma garota num time inteiro formado de garotos. Eles estão sempre defendendo-a de qualquer um que diga que ela não merece estar ali.


“A melhor coisa em ter amigos íntimos é que eles sabem tudo sobre a sua vida.

A pior coisa de ter amigos íntimos é que eles sabem tudo sobre a sua vida.”


O livro é descontraído e engraçado e eu recomendo pra quem quiser ler algo mais leve. Boa semana para todos :D



[Resenha] Delírio


Título: Delírio
Autor (a): Lauren Oliver
Editora: Intrínseca
Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos.
Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas.
Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona.




Concluindo o desafio desse mês eu li “Delírio”. Já estava pra ler esse livro há um bom tempo (comprei em 2013) e eu tenho que agradecer ao desafio porque provavelmente ainda teria demorado mais um ano para ler.
Não sou de fazer comparações, mas a história me lembrou “Reiniciados”. Deus sabe que é tão bom quanto!
Lena vai fazer dezoito anos e está prestes a passar pela intervenção e ela mal pode esperar por esse momento.
Uma breve explicação do que isso significa: A intervenção é a cura de uma doença chamada “amor”, denominado pelos cientistas como “Deliria” ou “Amor deliria nervosa”, como também é conhecido. Há alguns anos foi descoberto que o amor era uma doença, causava variações de humor, tontura, delírios, mudanças de personalidade e uma série de outros males característicos. As pessoas ficavam infelizes, se matavam, matavam os outros, uma desgraça.


Lena e suas irmãs tiveram a vida marcada pela tragédia, já que sua mãe foi acometida pela doença. Mesmo depois de várias intervenções, ela não pôde ser curada, nunca se soube ao certo o motivo, mas a vacina não funcionava com ela. Num arroubo de desespero, característico da doença, ela comete suicídio.


Desde então Lena teme que possa terminar como sua mãe, louca por causa do Deliria.
A princípio tudo faz muito sentido, o amor é do mal, precisa ser exterminado, amor é coisa do demônio! Até você parar para realmente pensar sobre todos os aspectos do assunto.

1ª questão: A intervenção não é uma opção. É obrigatório que todas as pessoas ao completarem dezoito anos passem por ela. Às vezes antes, se os sintomas surgirem. Não importa o que elas querem, elas estão doentes, elas são um risco.

2ª questão: O contato entre pessoas de sexo diferente entre não-curados é estritamente proibido. Não há tal coisa como colégios mistos ou interação e para isso existem regras que delimitam um toque de recolher. Músicas? Apenas aquelas que forem aprovadas pelo governo. O mesmo para os livros. Ah, e todo não-curado deve estar em casa até as 21h. Vida social o que é? De onde vem? Para que se usa? Com o quê?

3ª questão: Não há uma ciência mágica para extrair apenas o amor-casal do indivíduo. Logo, se extrai todo e qualquer tipo de amor, paixão, ódio, insatisfação, enfim, toda emoção forte o suficiente. Toda emoção capaz de gerar revolta, comoção... Rebelião. Imagine uma sociedade onde ninguém escuta nada a não ser música clássica, onde ninguém tem vontade de dançar ou rir de forma espontânea, onde você não sentiria falta de seus pais ou seus filhos, amigos, cachorro (papagaio, periquito) ou quaisquer parentes que possa existir, porque você não consegue amá-los. É quase como se eles nunca tivessem existido. Você gosta de ler? Bem, provavelmente depois da intervenção você não sentiria qualquer prazer ou vontade de ler. Não sentiria nada.



Uma sociedade completamente tomada por regras, onde mesmo os seus vizinhos vigiam cada passo seu. Ninguém quer ser associado a um “simpatizante” (pessoas que são contra a intervenção). Ninguém quer ser contaminado pela doença. Regras para todos os lados, sobre o que se ouve, o que se vê, o que se fala,  e por que não o que se pensa?!  E se não concordar, você está contra a cura, contra um mundo saudável. Você tem que sumir. Ou se machucar... muito. Mas ninguém se importa, porque ninguém sente nada. Lena estava ansiosa por esse mundo. Um mundo sem pesadelos, um mundo sem dor, um mundo seguro. Mas agora ela está começando a se questionar. Será que ela está disposta a qualquer coisa pela cura, até abrir mão de tudo o que ela descobriu estar sentindo?


"As doenças mais perigosas são aquelas que nos fazem pensar que estamos bem."




[Resenha] A Lista de Brett


Título:  A Lista de Brett
Autor (a): Lori Nelson Spielman
Editora: Verus

Sinopse: Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.

Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis.

Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.



Dizer que eu me surpreendi com “A Lista de Brett” seria um eufemismo. Ele me chocou. Pela sinopse eu imaginei que seria uma leitura rápida, descontraída e bem divertida. Mas nunca imaginei que pudesse ser tão mais do que isso.

No início do livro Brett está tentando lidar com o luto, ela acaba de perder sua mãe, Elizabeth, uma mulher incrível. Brett nunca pode contar com o carinho ou mesmo a presença de seu pai e sua mãe sempre foi sua âncora.



O chão é tirado definitivamente de seus pés com a leitura do testamento onde descobre que sua mãe lhe deixou uma lista de sonhos que Brett havia feito durante a adolescência, e que ela só receberia alguma herança se cumprisse todas as metas da lista.




Brett reluta muito, mas por fim se vê acuada e resolve cumprir a última vontade da mãe. Brad se torna seu novo aliado nessa jornada, mas para sua surpresa, Brett descobre em Brad mais do que um aliado ou um advogado, mas um amigo. É ele quem incentiva Brett em todos os momentos. Ele tem fé nela, o que faz com que ela se lembre de sua mãe e se sinta no dever de honrar aquela confiança.


Mas como em todo começo tudo dá errado e Brett deve encontrar força em si mesma se quiser seguir adiante pois, para cumprir essa lista de sonhos ela terá de readaptar toda a sua vida e começar a ser mais sincera consigo mesma. Afinal, a vida que ela tem hoje é a vida que ela realmente quer?


De menina Brett finalmente se torna uma mulher de verdade e o desenvolvimento dessa personagem no livro é visto em cada página. São muitos desafios para enfrentar e a cada desafio o nível de dificuldade parece dobrar – e não é assim com todos nós? –, mas a cada desafio ela vai ficando mais forte e vai descobrindo um pouco mais de si mesma. E que tem mais a oferecer para o mundo do que ela poderia imaginar.




Foi uma leitura fantástica e eu recomendo muito essa autora, porque ela me tirou do sério, achei várias vezes que ela ia dar um jeito de estragar o livro no final porque não conseguia ver o que ela via. E que visão! Ela desenvolveu o livro perfeitamente e sem dúvidas essa foi uma das melhores leituras desse ano. Que venham os próximos, tia Lori! Assim como a mãe da Brett costumava dizer: "Haverá outro céu", que haja outro livro!


Beijos.




[Resenha] A Consultora teen - Patrícia Barboza


Titulo: A Consultora Teen
Autora: Patrícia Barboza
Editora: Verus
Páginas:198


Sinopse:

Thaís acabou de mudar com a família para o Rio de Janeiro e em breve vai começar as aulas em um novo colégio. Ela está ansiosa para fazer amigos e descobrir mais sobre seu vizinho Pedro, dono dos olhos verdes mais incríveis que ela já viu. Leitora assídua da revista Universo Teen, Thaís ficou tão decepcionada quando sua pergunta não foi publicada na coluna dos leitores que decidiu criar o blog Consultora Teen como um canal de comunicação com outros adolescentes. O que ela não sabia era que uma simples brincadeira de uma tarde na internet ia transformá-la na blogueira mais famosa do colégio e uma das mais populares de todo o Brasil! Com um detalhe importante: ninguém sabe que é ela quem está por trás do blog. O que poderá acontecer se esse segredo for revelado? Acompanhe a história de Thaís conforme ela enfrenta novos desafios e percebe que crescer pode parecer assustador, mas também é uma experiência gratificante e muito divertida!


       Essa é a minha primeira resenha de 2015 e claro o primeiro lido do ano. Comecei o ano com a ideia fixa de querer ler livros leves. Estou de férias, aqui no Rio estava um calor de 40 graus abraçando o sol e eu cismei que férias de Janeiro combina com livros leves, divertidos e como também estou na maratona literária de férias eu tenho que ler 10 esse mês e escolhi para começar  um nacional, A consultora Teen da escritora Patrícia Barboza.
         O livro conta a história da Thaís, uma menina de 14 anos que sempre morou em Volta Redonda e se ver obrigada a mudar para o Rio junto com a mãe, o pai e o irmão mais velho.
         A Thaís deixa sua melhor amiga Fabiana na sua cidade Natal e vem pro Rio com aquele medo que toda mudança proporciona.
          No meio dessa mudança ela acaba criando um blog com o nome Consultora Teen para responder perguntas de outras adolescentes querendo conselhos.Eles vem morar na Tijuca e como estudei anos ali me senti totalmente em casa.
        O frio que ela sente com essas mudanças de cidade, colégio, amigos , acho que todo mundo já sentiu e ela no fim consegue amadurecer.
        Esse foi meu primeiro contato com a escrita da Patrícia Barboza que já conhecia de Bienais e tal,mas que vi de perto no evento do blog A menina que comprava livros, da Raffa, no final do ano passado.
       Adorei a escrita, comecei a ler ás 13 horas e ás 16 tinha acabado o livro e a sensação que tinha era que estava ouvindo a história.Adorei os personagens e vibrei com o desenrolar da história fofa da Thaís. Se me peguntasse o que senti ao ler esse liro diria Nostalgia.
        Me vi em várias cenas na minha adolescência e até agora na faculdade, com medo da turma, com o nervoso dos garotos, das implicâncias entre irmãos (p.s. Queria ter o irmão dela no lugar do meu kk) e consegui o que de fato queria com essa minha escolha: Me divertir.. leitura leve, rápida e gostosa de uma tarde ( graças aos céus) nublada aqui no Rio.a diagramação do livro ótima, as folhas são enfeitadas com símbolos de internet, corações e balões de conversas.
         Pretendo ler os outros livros da Patrícia e prometo resenhar para vocês.
Espero que tenha gostado e recomendo a leitura.



[Resenha] Herdeiros da Magia 1 - Filha da Ilusão


Título:  Filha da Ilusão
Autor (a): Teri Brown
Editora: Valentina

Sinopse: Ilusionista talentosa, Anna é assistente de sua mãe, a famosa médium Marguerite Van Housen, em seus shows e sessões espíritas, transitando livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920. Como filha ilegítima de Harry Houdini - ou pelo menos, é o que Marguerite alega - os passes de mágica não representam um grande desafio para a garota de 16 anos: o truque mais difícil é esconder seus verdadeiros dons da mãe oportunista. Afinal, enquanto os poderes de Marguerite não passam de uma fraude, Anna consegue realmente se comunicar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro.
Porém, à medida que os poderes de Anna vão se intensificando, ela começa a experimentar visões apavorantes que a levam a explorar as habilidades por tanto tempo escondidas. E, quando um jovem enigmático chamado Cole se muda para o apartamento do andar de baixo, apresentando Anna a uma sociedade secreta que estuda pessoas com dons semelhantes aos seus, ela começa a se perguntar se há coisas mais importantes na vida do que guardar segredos. Mas em quem ela pode, de fato, confiar?



Eu tenho que parar de frequentar a biblioteca.Ok, isso não vai acontecer. Mesmo eu tendo milhares de livros no computador/estante para ler, quando eu chego naquele lugar eu me desfaço.
Filha da ilusão foi uma delícia de ler. Apesar de ter achado o ritmo dos acontecimentos um pouco lentos – sou ansiosa – eu amei a história.
Anna é uma ilusionista, ela adora a arte do ilusionismo e gosta de se apresentar, de entreter o público com seu talento. Mas Anna não é apenas uma ilusionista. Ela tem um dom. Ela consegue captar o sentimento das pessoas através do toque. É o que chamamos de sensitiva. Ela esconde esse dom a sete chaves, porque ela sempre teve esse pressentimento de que coisas ruins aconteceriam se as pessoas descobrissem. Especialmente sua mãe.


Depois de se mudarem bastante e passarem por muitas aventuras, incluindo fugas constantes da cadeia, Anna e sua mãe finalmente conseguem se estabelecer, porém Anna ainda tem medo de que as sessões espíritas que fazem clandestinamente possam acabar com tudo que estão tentando construir. A mãe de Anna sempre muito ambiciosa cria truques para ganhar dinheiro em cima de pessoas que acabaram de perder entes queridos, fingindo poder se conectar com essas pessoas do outro lado e transmitir mensagens aos entes queridos. Obviamente a mãe de Anna não passa de uma farsante, porém, conforme os poderes de Anna aumentam, ela consegue fazer o que sua mãe não pode, falar com os mortos. E não só isso. Anna geralmente tinha algumas visões sobre incidentes aleatórios, como o acidente com o Titanic, mas nada muito frequente. Agora, porém, ela vem tendo uma visão recorrente de sua mãe correndo perigo e de si mesma se afogando.


Anna fica ainda mais preocupada porque tudo o que ela quer é ter uma vida normal, ou o mais normal que puder, considerando seu ofício.
Então conhecemos o lindo e tímido Cole. Ele é um fofo. A aura dele distinta de cavalheiro, muitas vezes sério, altivo, me lembrou muito o Mr. Darcy. E o que eu achei mais legal é que o livro tem romance, mas ele não é o foco, e transcorre naturalmente. Ela quer se abrir com ele, mas tem medo porque sabe que ele esconde coisas dela.
Também conhecemos o Sr. Darby que é um parente distante de Colin, que no começo parece bem ranzinza, mas no decorrer da história você passa a amá-lo também porque vê como ele se importa com a Anna. Ele é um inventor, que só consegue inventar coisas que já existem, mas que acaba ajudando bastante nossa protagonista.


Conforme o livro vai transcorrendo ficamos mais apreensivos. Anna descobre que sua visão pode ser algo imutável e passa a vigiar sua mãe de perto. Sua mãe (muitas vezes eu me perguntei se ela não tinha algum distúrbio de personalidade múltipla) com suas mudanças bruscas de humor tornam a tarefa mais difícil e por diversas vezes parece competir com Anna. Às vezes ela agia como mãe, outras vezes como adversária e mesmo quando o livro acaba você fica na dúvida sobre como diabos essa mulher é realmente. Possivelmente ela seja a junção de todas essas facetas, mas por mil vezes eu fiquei: “Cara, larga ela e vai embora. Leva o Colin *-*”  kk’.


Algumas vezes achei que ela foi muito burra por não abrir logo o jogo, mas fico imaginando que quando se passa a vida inteira escondendo algo com medo do que essa revelação pode trazer, deve ser realmente difícil saber em quem confiar ou não.


Variações da capa:




[RESENHA COMPARADA] Os Delírios de Consumo de Becky Bloom

Boa tarde leitores,

Como vocês estão? Espero que bem. Já sabem o que querem de natal? Já escolheram aquele livro que não conseguiram comprar para pedir?
Hoje vim compartilhar com vocês um pouco da minha paixão por chick-lits, vim resenhar pela primeira vez para o Entre Vírgulas sobre um dos livros que eu mais gostei neste ano de poucas leituras “Os Delírios de Consumo de Beck Bloom”, entretanto vim comparar ele também com sua adaptação cinematográfica, tudo no conjunto.
Para começar queria contar para vocês que foi muito de repente que descobri o livro, até então para mim era só filme: Até que um dia, pesquisando sobre o filme aleatoriamente, descobri que se tratava de uma adaptação baseada no primeiro volume de uma série da autora Sophie Kinsella, que já conhecia das livrarias devido ao um livro lançado este ano, o “Lua de Mel”, então, fiquei pasmo, de certo, imaginem a situação: Você ama  um filme, assiste sempre que passa na televisão ou no computador e de repente descobre que ele é um livro! Você como leitor imediatamente o procura, né não? Logo, foi exatamente o que fiz.
Entretanto, nem tudo são flores, no início só achava a capa do filme e não gosto delas (com exceção de Um Dia, é o único que acho a capa filme mais bonita, até então) mas com ajuda dos amigos do blog logo achei alguns links em sites como o Estante Virtual, Mercado Livre e Sebo Online, logo consegui encontrar o tão sonhado livro e assim que chegou logo li e adorei.

Capa do livro e capa do filme.

Como eu disse, este livro segue uma série, são seis livros ao todo e todos foram lançados pela editora Record. Abaixo estão todas as capas mais a capa americana e brasileira do último livro da série “Mini Becky Bloom”.


Livros da série + o último em capa americana do “Mini Becky Bloom”.

Capa brasileira.

Analisando o livro, acho que Sophie foi genial ao descrever os dramas da mulher moderna, passando por suas frustrações, batalhas do dia-a-dia e resignações e pensamentos tão bem descritos, pois é nisso que na minha particular visão se configura a personagem principal da série, Rebecca Bloomwood, ou para os íntimos, simplesmente Becky Bloom. Também achei uma sacada de mestre, ela traduzir para a literatura de forma tão bem humorada e leve, uma das problemáticas chaves do nosso século XXI: O consumismo incontrolável.
Depois do acontecimento notório da primeira revolução industrial, onde foram inseridos ao cotidiano do ser humano produtos que antes ele não precisava para sobrevivência, novas ambições também foram inseridas na perspectiva humana, a necessidade de ter conforto e status alterou o real significado do que antes era preciso para se viver, e claro comparamos épocas diferentes com a mesma ótica: O regime do obsoleto, o novo ditando cada vez mais os padrões e necessidades de consumo, e Becky reflete isso com maestria, pois comprar as tendências da nova estação, pois em casa se tem um guarda roupa ultrapassado, falando a língua da moda.

Isla Fisher, nossa Becky Bloom.
A nossa querida senhorita Bloomwood também é extremamente popular e gente como a gente quando passa por dramas da vida comum, como nós. Quem nunca teve aquela deliciosa euforia de achar uma roupa que queria com aquele precinho baixo ou encontrou aquela que namorava a dias em promoção? E quando a gente encontra aquela roupa que sempre quis, mas nunca achava em lugar algum? E não me venha dizer que você nunca comprou nada para se sentir melhor, pois até um chocolate vale. E acreditem, tudo isso é Becky Bloom. Durante essa obra me senti extremamente caricato a ela, principalmente quanto a comprar muito (não é leitores compulsivos?!). Acho que minha única crítica negativa é que ela se prende demais a detalhes em caracterizações, e vez ou outra isso torna cansativo. Eu diria, um livro muito leve, engraçado e acessível. Qualquer um pode lê-lo que vai se identificar em alguma passagem e vai rir em público, pois é impossível que não.

                       
Capas do livro na Franca e Reino Unido, respectivamente.

Já o filme (já digo que sou suspeito, é um dos meus preferidos), eu gostei como adaptação pois traduz bem para a tela o sentimento da Becky, e a Isla desenvolve seu papel com extrema habilidade, ela faz o teatro da viciada em compras belamente, é enrolada e descontrolada, emocionante e descompassada, engraçada e leve, como tinha que ser no livro.

Sabe quando você encontra AQUELA roupa? Então.
Entretanto, como já disse, não são apenas flores, há espinhos. Se um dia você venha a ler o livro, vai sentir falta de boas partes do livro, que com todo o meu coração eu sei que daria um up no filme, como conjunto na obra, mas eu entendo que a visão que eles, os diretores, tentaram manter da Becky foi mesmo a da shopaholic, que é a principal, claro, e no que fizeram ficou muito bom, e depois de reflexões e devaneios, acredito que este outro lado de Rebecca não foi usado porque daria margem para a saga dela, que a real situação, e já o filme foi feito para ser apenas um, e nada mais.

      
Poster russo, francês e grego do filme, respectivamente.

Para encerrar, gostaria de dizer que recentemente (faz uma semana e meia) adiquiri meu exemplar do segundo livro da série “Becky Bloom: Delírios de Consumo na 5° Avenida” e acredito que nossa pequena Becky vai para Nova Iorque, pois nossa amada é britânica, sim! Assim que ler o segundo volume eu posto aqui para vocês e digo o que achei.

Querem assistir o filme? clique aqui!
Querem comprar algum dos livros? clique aqui!

Até mais pessoal, deixo com vocês uma quote do filme, logo abaixo:


"Quando eu compro, o mundo fica melhor, o mundo realmente é melhor, e então não é mais, e eu preciso comprar de novo."

[Resenha] - Perdendo-me - Cora



Livro: Perdendo-me
Autor (a): Cora Carmack
Editora: Novo Conceito

Sinopse: VIRGINDADE. Bliss Edwards vai se formar na faculdade e ainda tem a sua. Chateada por ser a única virgem da turma, ela decide que o único jeito de lidar com o problema é perdê-lo da maneira mais rápida e simples possível com uma noite de sexo casual.
Tudo se complica quando, usando a mais esfarrapada das desculpas, ela abandona um cara charmosíssimo em sua própria cama. Como se isso não fosse suficientemente embaraçoso, Bliss chega à faculdade para a primeira aula do último semestre e... adivinhe quem ela encontra?


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Resenha
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 Ministério dos leitores adverte: Ler esse livro pode fazer com que você comece a rir do nada dentro de um ônibus, e caso a pessoa olhe para a capa do livro que você está lendo ela vai te achar realmente desequilibrado (a).

 Quando vi a capa de “Perdendo-me” pela primeira vez, logo descartei a leitura. Não tenho nada contra quem gosta, mas eu particularmente não sou muito fã de uma coisa estilo “Cinquenta tons de cinza”.
 Foi em um dos eventos literários que eu costumo ir, juntamente com uma resenha do blog Paradise Books (um dos meus blogs favoritos *-*) que me fizeram mudar de ideia.
 Após a mudança de ideia, ganhei o livro o livro de uma outra blogueira aqui do E.V., a Amanda e aí veio a maratona literária #EuTôDeFérias. Ou seja, tudo se encaixou! HUAHUAHAUHAU
 Enfim, agora vamos lá.
 Primeiramente, sobre a maratona: Eu tinha escolhido "Um caso perdido" para ser o primeiro, mas no decorrer da leitura, percebi que esse livro vai ser um daqueles que quando se termina, é preciso um tempo para poder aceitar todos os acontecimentos, e quando se está participando de uma maratona, não há tempo para ressaca literária.
 Bliss é uma estudante de 22 anos do curso de teatro, e em um momento de desvaneio/frustração, ela conta que é virgem para sua melhor amiga, Kelsey.
 Não podendo acreditar e muito menos aceitar tal fato, Kelsey então decide que elas vão sair para encontrar alguém que possa ajudar Bliss a resolver o seu “problema”.
 Após arrastar Bliss para um bar, elas começam a analisar as opções, e quando a frustração assume o controle, Bliss diz que vai ao banheiro para pensar em uma forma de fazer Kelsey mudar de ideia sobre seu plano. E é aí que ela encontra Garrick (não no banheiro, ok? No caminho. HUAHAUHAUAHUAH).
 Garrick está lendo Shakespeare. Sim, ele está lendo Shakespeare em um bar. Um cara super gato lendo Shakespeare em um bar. 
 A primeira impressão que Bliss tem, é de que ele estava fingindo ler como uma forma de atrair mulheres, e com um comentário, eles acabam iniciando uma conversa.



“— Se essa é a sua tática para pegar garotas, eu sugeriria ir para um lugar com um pouco mais de fluxo.”



 Após avisar a Kelsey que ela havia encontrado um cara perfeito para resolver seu problema, Bliss parte com Garrick para a casa dele, e acaba descobrindo que ele mora no mesmo condomínio que ela.
 Então, após sua noite de quase sexo, que foi interrompida após Bliss lembrar que tinha que buscar sua gata imaginária em uma veterinária que atende 24 horas por dia, ela sai correndo, deixando um cara gato, maravilhoso, com sotaque britânico nu em sua cama, mas o que ela jamais poderia imaginar era que infelizmente/felizmente as coincidências não haviam parado na parte em que eles moravam no mesmo condomínio.
 É uma leitura engraçada e leve. 
 Eu particularmente adorei, e recomendo.
 "Perdendo-me" é o primeiro livro de uma trilogia. Os próximos livros serão falando sobre os dois melhores amigos de Bliss; um para o Cade ( <3 ) e um para a Kelsey.

 Já comecei a segundo livro da maratona. 
 Até a próxima!






                                                                           


[Resenha] Homens, Mulheres & Filhos

Título: Homens, Mulheres & Filhos
Autor: Chad Kultgen
Editora: Record
Sinopse: A melhor obra de ficção já escrita sobre a sexualidade de adolescentes e adultos em tempos de Internet. O autor cria uma rede de personagens que levam vidas comuns e aparentemente normais, mas, no fundo, repletas de neuroses, fraquezas, pudores, perversões, inseguranças, ingenuidades, e cujo comportamento é influenciado diretamente pela mídia e pelo mundo virtual.

O filho obcecado por videogames, a adolescente com mania de magreza, a mãe superprotetora, a filha rebelde, o jovem deprimido, a esposa que não se sente mais desejada, o marido que foi abandonado pela mulher, o pai viciado em pornografia on-line  – neste livro fantástico existe um personagem para cada um de nós. 



E aí galera, tudo bem? Minha postagem vai ser sobre esse livro maravilhoso que eu acabei de ler. Eu estava passando por um momento em que nada me prendia, até que me falaram que esse livro era sensacional. De início, não dei nada por ele pois não faz o meu tipo de leitura. Quando abri na primeira página, recebi o choque e não consegui soltar mais. 
Vamos lá, o livro envolve cinco famílias aparentemente normais, mas cada uma com seu problema. Tim Money é um garoto que ama World Of Warcraft, um RPG online, seus pais se separaram recentemente, sua mãe saiu da cidade e a relação com o seu pai só ia de mal a pior. 
Brandy tem uma mãe que é super protetora e tem certeza que a internet é uma ameaça para sua família, o que a faz inspecionar todas as contas em redes sociais, instalar rastreador no celular da filha, inspeções surpresas no computador e outras neuroses como essas. 
Hannah e sua mãe são obcecadas por fama, a ponto de fazer qualquer coisa por isso, como criar um site de fotos para a filha como intenção de divulgação e acaba com o retorno de possíveis tarados sexualmente por Hannah e mesmo assim Dawn,sua mãe, não cancela o site por causa do dinheiro extra que ganha.
Chris tem vícios em pornôs curiosos como humilhação à mulheres até a submissão de homens à mulheres. Seu pai, Don, não consegue mais sexo no casamento e vai à procura de se satisfazer de outro jeito, assim como a mulher dele, mãe de Chris.
Allison Doss sofre de anorexia. Sua família está um pouco acima do peso e a mãe trabalha em uma loja de tortas, não resistindo à tentação de comer, ela resolve experimentar a bulimia e se submete as vontades de um garoto que a ignorou quando era gordinha.
Danny Vance é o quarterback do time de futebol americano da escola, namora Brooke que insiste em transar com ele só por causa da competitividade. 
Lembrando que os filhos não passam da idade de 14 anos, ainda estão no ensino fundamental e já existe uma competição sobre quem transa primeiro que quem. 
Apesar da linguagem e a maneira como o autor aborda os fatos, parecendo um "Cinquenta Tons De Cinza" , o livro fala sobre o que acontece quando não nos comunicamos, quando fazemos questão de esconder nossos sentimentos. Quando alguns tentam ser a pessoa perfeita apesar de todos os problemas. Relata fatos que acontecem na nossa sociedade e que ninguém para e pensa um pouco sobre isso, em como podemos mudar.

Neste livro não existe nenhuma missão a ser realizada, nenhum problema que um heroi precisa enfrentar e nenhuma espécie sobrenatural. O que eu li, foi o que a nossa sociedade enfrenta hoje em dia, ainda mais com o avanço tecnológico. Cenas chocantes demais me faziam fechar o livro e refletir sobre o que estava acontecendo e pensar que realmente existem coisas assim, como uma criança de 12 anos preocupada em ser a primeira do colégio a transar.  


Então eu acho que o livro merece ser lido, super indico só pelo assunto. E indico ainda mais por causa do filme que vem por aí amanhã (04/12).

O elenco conta com Ansel Elgort, Adam Sandley e Jennifer Garner. 
Dá uma olhadinha no trailer que está maravilhoso.





Então, o livro e esse trailer merecem Virgulinas infinitas. Espero que o filme não me decepcione, assim que eu assistir coloco o que achei aqui. 








 
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